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ARTIGOS (Robustecendo a Fé)
Se eu estivesse lá...

Mauro Clark


Algum dia você já se encontrou com um homem depois de ele ter morrido? Imagino que não. Mas se isso acontecesse, a sensação seria algo de espetacular, concorda? Você iria gaguejar, sem saber o que dizer, apalpando o corpo dele para se certificar de que não se tratava de uma ilusão. Você ficaria profundamente impressionado, com a mente confusa.  Ali estaria um acontecimento único e inesquecível em sua vida.

Agora acrescente o fato de que esse homem teria lhe predito claramente que ia morrer e depois voltaria a viver. A própria ressurreição não teria sido surpresa para ele, mas algo dentro das suas previsões. Tudo devidamente planejado e definido. Quando lhe dissera isso, você nem dera muita importância, aliás, nem mesmo tinha entendido o que aquilo significava. Mas agora você estava ligando os fatos e já podia compreender o supremo poder daquele homem.  Uma mistura de medo e respeito certamente se apossaria de você.

Agora, por fim, considere que aquele homem teria lhe dito o motivo da morte e ressurreição dele: para que você fosse salvo. Em outras palavras, ele tinha feito aquilo para livrar você da morte eterna, Nesse ponto, você não estaria mais simplesmente abismado com aquela ressurreição física;  nem sentindo apenas admiração e respeito por aquele homem; mais do que tudo isso, você seria tomado por um profundo sentimento de gratidão e mesmo de adoração. Aquela ressurreição, de tão marcante, mudaria toda a sua vida.

Você já deve ter concluído que o homem do exemplo é Jesus Cristo e que estou lhe imaginando na pessoa de um dos apóstolos, que passaram por tudo o que comentamos.

“Ah, como eles foram privilegiados em presenciar tudo aquilo. Se eu estivesse na pele de um deles, minha reação teria sido aquela mesma. Eu teria vibrado intensamente com a ressurreição de Jesus. Mas, como não é o caso...”

Pois é. Já faz tanto tempo, não é? A morte e a ressurreição de Jesus são fatos históricos, acontecidos há dois mil anos. Por isso alguns as consideram como acontecimentos que pertencem apenas ao passado. E se sentem satisfeitos em dedicar uns três dias por ano para rememorar a velha história. Sermões, dramas, filmes, até algumas lágrimas. Tudo muito bonito e até emocionante. Mas, segunda-feira, não se fala mais nisso. Só no próximo ano. É como um álbum de família. Tão útil quando se deseja ver fotos antigas. Faz-se uma verdadeira viagem ao passado. Mas, no fim, fecha-se e não serve para nada, até o dia em que alguém vem de novo olhar os retratos.

Será que a morte e ressurreição de Jesus serviram para mudar as vidas apenas daqueles poucos que o cercavam, para depois serem simplesmente comemoradas como uma festa litúrgica a mais no calendário? Claro que não. Os efeitos daqueles eventos são eternos. E a sua eficácia é tão poderosa hoje quanto nos próprios dias em que aconteceram. Para uma pessoa vibrar com a ressurreição de Jesus não é necessário que estivesse lá ao seu lado.  Basta crer que tudo aconteceu como relatam as Escrituras e que o aceite como Salvador.

A Bíblia diz: Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Romanos 10.9). O verdadeiro salvo em Jesus não se lembra da morte e ressurreição dele apenas em dias prefixados.  Ele o faz continuamente, e com muita alegria.  E sonha com o dia em que, com toda a certeza da sua alma, se encontrará pessoalmente com o seu Salvador, tão vivo e real como naquele Domingo de madrugada em Jerusalém...



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