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ARTIGOS (Robustecendo a Fé)
Paz (1a. parte)

Mauro Clark


A Bíblia diz:
“....pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a umas e fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca eles a tem cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos”. (Rm 3.9b-18)

Nesta passagem muito dura, mas realista, o apóstolo Paulo cita o profeta Isaías e traça um perfil da humanidade.

O homem é um pobre desconhecedor da paz. Dos 1.189 capítulos da Bíblia, apenas os dois primeiros falam do homem sem pecado. No terceiro capítulo de Gênesis, já lemos a triste história da queda de Adão e Eva. E sabe quantos capítulos depois aparece a guerra entre os homens? No próximo! Pois é, ali está narrado o assassinato de Caim a seu irmão. E então o começou uma sombria trilha de sangue que vêm até os nossos dias, sem interrupção.
E se depender do homem não há a menor perspectiva desse processo ser revertido. Basta uma rápida olhadela em qualquer jornal - impresso ou televisivo, local ou internacional - e o que se vê é discórdia, agressão, violência. E a violência se intensifica. As cidades estão cada vez mais inseguras e perigosas. Os países cada vez se armam mais (abertamente ou negando com cinismo). A procura pela paz tem sido patética e frustrante.
Curioso é que, aparentemente, ninguém quer violência nem guerra! Se entrevistarmos qualquer pessoa na rua, em qualquer país do mundo, certamente ouviríamos que ela não deseja a guerra.

Então, que mundo é este em que seus habitantes têm horror à violência, não querem nem pensar num conflito armado, mas esse mesmo mundo vive mergulhado até o pescoço com exatamente esse tipo de situação? Por que acontece isso?
A questão é que cada um diz que não quer a guerra, mas é o primeiro a xingar o próximo por qualquer tolice. Diz que não gosta de violência, mais antes mesmo de sair de casa pela manhã já a praticou contra os próprios familiares. A realidade é que o homem diz que não deseja a guerra mas é um guerreiro nato!
A situação mundial, portanto, é mera conseqüência do modo como cada pessoa se comporta. Os homens estão colhendo em conjunto o que plantam individualmente.

Mas, por que esse descontrole do homem em repelir algo que ele mesmo incentiva? Não é um paradoxo?
Tiremos um homem dentre a humanidade e passemos a examiná-lo. Vamos olhar dentro dele. Logo perceberemos que ele não está em paz com o mundo. As pessoas lhe agridem, as pressões econômicas, sociais e profissionais são enormes. Ele está constantemente sendo enganado e explorado. Então rebate na mesma moeda. Há guerra entre ele e o mundo.
Aumentemos agora a lente: que triste cena! Aquele homem está cheio de angústias, de ansiedades, de questionamentos, de perguntas que não têm resposta. Suas aspirações não se realizam. Não gosta do seu modo de ser, gostaria de ter nascido diferente. Ele não se entende consigo próprio, não tem uma paz pessoal - puxa, é incrível, mas ele está em guerra consigo mesmo! Alguém assim é claro que vai declarar guerra contra o mundo.

Mas, estará então aí a explicação para a falta de paz neste mundo? Até o próximo Artigo!

 



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