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ARTIGOS (Robustecendo a Fé)
Paz (2a. parte)

Mauro Clark


No artigo passado descobrimos que há algo estranho com o mundo: as pessoas dizem que desejam a paz, que abominam a guerra, mas os conflitos, as agressões e a violência continuam existindo em todo lugar. Essa situação é resultado óbvio da maneira como cada um se comporta individualmente: agressivo e hostil aos que o cercam.
Perguntamos de onde vem este paradoxo. Examinamos um homem em seu interior e descobrimos que ele não tem paz com o mundo e nem consigo mesmo. Perguntamos se estaria aí a resposta para o problema.

Hoje nos propomos a responder e a resposta é NÃO. Esta não é a raiz do mal que aflige esta pobre humanidade. Se olharmos ainda mais para o interior do homem, para a sua própria alma, veremos algo terrível: ela está desligada do seu Criador! E pior ainda: desde cedo aquele homem tem ofendido e agredido o Deus que o criou. Ele simplesmente declarou guerra contra o próprio Deus!

Agora chegamos ao centro do problema da falta de paz no mundo. Desde que Adão resolveu se rebelar contra Deus, os homens passaram a ser privados do relacionamento com Deus. E assim entrou no mundo a desordem, o desequilíbrio, a desarmonia. A guerra é um problema que está dentro do homem.
E então? Seremos obrigados a concluir que não temos solução para o problema, pois Deus nos abandonou à nossa própria sorte, cansou de ser agredido por esses homens pecadores?
Não é assim porque temos um Criador cheio de misericórdia. Em vez de nos deixar, vejam o que Ele fez: “Ora, tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões e nos confiou a palavra da reconciliação”. (2Co 5.18-20).
O próprio Deus propondo paz ao mundo através do Seu Filho, Jesus Cristo. Ele, o ofendido, é quem toma a iniciativa de convidar os homens a se reconciliarem com Ele. E a um preço altíssimo: a morte do Senhor Jesus, o príncipe da Paz, como é chamado em Is 9.6.

Mas, infelizmente, os homens têm sistematicamente rejeitado essa proposta de Deus. O caos que vemos ao nosso redor não é conseqüência do abandono de Deus, mas o resultado direto do desprezo que a humanidade tem dado ao convite divino.
Os homens, em sua maioria, não têm dado o devido valor à morte que Jesus Cristo sofreu. Procuram a paz obstinadamente mas se fazem de surdos quando ouvem passagens bíblicas tais como: “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidade, o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos parados”. (Is 53.5). E ainda depositam esperanças em passeatas, conferências de cúpula e ONUs! Enquanto não recorrerem humildemente Àquele que traz realmente a paz, haverá guerras e somente guerras, dentro do homem e fora do homem.

No próximo artigo falaremos do que acontece no interior daquele que aceita a paz que Cristo oferece.



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