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ARTIGOS (Robustecendo a Fé)
Porque eu não bebo

Mauro Clark


No último artigo comentei que a Bíblia, por um lado, não exige a abstinência total e, por outro, condena firmemente a embriaguez. Terminei perguntando onde fica o limite do razoável. Até que ponto alguém poderia beber até se embriagar e, portanto, não ferir os princípios bíblicos? 

Esta é uma questão complexa. Não há um ponto definido a partir do qual a bebida se apossa do indivíduo e ele passa então a ser um bêbado. Essa conquista do álcool sobre o controle da mente é obtida lentamente, passo a passo derrotando o domínio próprio e o senso de vergonha. Homens sérios e respeitados tonam-se ridículos e abobalhados quando se expõem aos efeitos do álcool, caindo na armadilha de beber devagarinho e se embriagar lentamente. 

Uma coisa é certa: quem bebe um só gole de álcool está se expondo à embriaguez. E abre a guarda a um dos mais poderosos inimigos que a humanidade já conheceu. O álcool transforma pouco a pouco. No início, “gosta de beber aqui e acolá”. Depois “se acostuma com a bebida”. Depois “tem o hábito”. O próximo passo é o vício, a dependência escravizadora. 

O álcool é impiedoso, perverso, cruel. Ele altera o equilíbrio físico do homem. Existe algo mais patético do que os filhos verem o pai com a cabeça mole, os movimentos descontrolados, sem conseguir se firmar em pé? Sem falar nas doenças e debilidades que a bebida provoca. 

O álcool ataca o equilíbrio mental. É deprimente ouvir-se um bêbado falando com a voz embolada, olhar doentio, raciocínio obsessivo e limitado, deixando-o incapaz de mostrar o conhecimento, cultura e inteligência que porventura possa ter. É como se tudo o que aprendeu na vida de repente tivesse desaparecido. 

O álcool descontrola o equilíbrio emocional: o bêbado ri sem motivo, torna-se incômodo, inconveniente e até mal-educado. Pode chorar por qualquer coisa, parecendo uma criança grande. Ou, no outro extremo, pode se tornar violento como um leão ferido. Que quadro bizarro! 

Afetando rico e pobre, velho e jovem, homem e mulher, culto e ignorante, o álcool tem a nefasta capacidade de igualar a todos os que ousam lhe desafiar, nivelando-os por baixo, exibindo-os em suas características mais degradantes, despindo-os do que lhes resta de dignidade. 

Ah, terrível flagelo da humanidade. Famílias inteiras já foram destruídas pelo álcool. Milhões de vidas encontraram o fim pelo seu efeito. Empresas sólidas se desmantelaram com o vício de seus donos. 

Sei que bebidas com álcool ajudam a suportar o frio. E que há bebidas com teor alcoólico tão baixo que seriam necessários litros e litros para embebedar. Mas, sejamos honestos, não é pela proteção ao frio e nem com bebidas levemente alcoólicas que milhões de brasileiros (e brasileiras) frequentemente bebem caipirinha, uísque, cachaça, vodka, campari, cerveja e por aí vai. 

Qualquer um se afasta ao avistar uma cascavel por perto. Pode ser que ela passe bem ao lado e não faça mal algum. Mas quem vai arriscar? É difícil entender porque todos não têm a mesma atitude com o álcool. 

Será que, depois de tudo isto, ainda preciso dar mais explicações para meu costume de nunca tomar bebida alcoólica? Creio que não. Mesmo assim, gostaria de falar sobre mais um motivo no próximo Artigo. Até lá!



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