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ARTIGOS (Semeando a Palavra)
A Solução

Mauro Clark


 

Tenho o grande prazer e privilégio de focalizar neste artigo a Pessoa do Senhor Jesus Cristo. Ele é aquela exceção a que nos referimos na palestra anterior.  O único homem cuja vida foi fazer o bem, na mais abrangente expressão da palavra. E exatamente por isso, se constituiu na solução única para a humanidade perdida.

Não quero fazer aqui um tratado teológico sobre Cristo (embora seja um estudo fascinante), mas acho necessário afirmar, logo de início, duas verdades: Primeira, Jesus Cristo é Deus.  Segunda: Jesus Cristo é Homem. Deus e Homem. Divindade plena e humanidade perfeita, num só Ser. Profundo mistério. Completamente inescrutável à nossas mentes. Tanto que a Bíblia nem se preocupa em tentar explicar como isto é possível. Certamente seria tão inútil quanto falar de eletrônica a uma criança de dois anos de idade.  Vamos então assumir como fato estabelecido a divindade e a humanidade do Mestre.

Deus criou o homem, que se rebelou contra ele. Desligado de Deus, o homem só sabe pecar.  Mas a alma que pecar, essa morrerá: eis a sentença divina.  Como todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, toda a raça humana iria para o inferno, local de eterno sofrimento, onde está completamente ausente a companhia divina.

E Deus se compadeceu dos homens! Aqui está a maior demonstração de amor que já houve no mundo. Não o amor que tanto falam por aí: fingido, interesseiro, comercial, amor de novela. Não o amor confundido como expressão de sensualidade ou até como sinônimo de imoralidade. Nada disto é de fato amor. Os homens é que tiveram a ousadia de se aproveitar dessa nobre palavra, riquíssima em significado moral e até mesmo espiritual, e a violentaram. Despojaram-na de seu conteúdo bíblico. Tiraram a sua dignidade. Pobre palavra!  Mas ela ainda tem um grande consolo: aqueles que levam a sério a Palavra de Deus sabem o que significa o verdadeiro amor. Esses vibram em seus corações quando lêem na Bíblia uma passagem tal como: Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

Meu amigo, procure captar a dimensão, o significado deste amor. É o amor de um Deus santo e puro, dirigido a um mundo pecador, que o ofende, que o despreza, que o desrespeita. Um amor que não leva em consideração se o seu alvo é digno ou não de recebê-lo. Um amor acima das circunstâncias. Um amor incondicional. E esse amor chegou a tal limite que Deus elaborou o plano da salvação, que exigia a morte do seu próprio Filho unigênito (unigênito significa único gerado).

A justiça de Deus, implacável com o pecado, sentencia à morte quem peca. Ora, se todos os homens são pecadores, quem entre eles poderia salvar os semelhantes?

Mas, se um dia nascesse um homem que nunca pecasse em sua vida, este não precisaria morrer. Este homem, sim, estaria em condições de pagar, se desejasse, a pena dos outros, já que ele não estaria condenado.

Eis aí, em poucas palavras, precisamente a razão pela qual o Senhor Jesus veio voluntariamente ao mundo, enviado por Seu Pai. Veio para morrer pelos pecadores.

E tornou-se humano, nascendo de uma mulher virgem, chamada Maria. O próprio Deus entre os homens! O próprio Criador entre suas criaturas, para mais uma vez dar-lhes vida. Só que, desta vez, vida eterna! Que honra para a humanidade. Honra não reconhecida, devido à insensibilidade crônica dos corações.

Como Filho de Deus, porém, participante da mesma essência divina do Pai, Jesus não nasceu com o pecado dentro de si. Não era inclinado ao mal, embora fosse passível de tentação. A todas as tentações, porém, que sofreu em sua curta passagem pela Terra, Jesus resistiu com suprema fidelidade a Seu Pai. Ali estava, finalmente, um homem que nunca pecou! Ali estava um homem cuja morte seria aceita por Deus como poderosa para resgatar, salvar os outros homens. E essa morte passou da teoria de um plano idealizado no seio da Trindade, para a dura realidade numa tosca cruz de madeira, enfiada num morro em Jerusalém. Lá estava, encravado, o Filho de Deus. Lá estava, pregado pelos homens, o Salvador dos homens. Lá estava condenado à morte, o homem que veio dar a vida.

“Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. Assim diz a Palavra de Deus. E realmente, no meio de brutos selvagens e assassinos, como nós, bestificados pelo orgulho, ambição e toda sorte de maldades, um homem puro, bom santo, como aquele, fatalmente seria incompreendido e rapidamente eliminado.

Em outros artigos terei a oportunidade para falar de mais detalhes da sua vida entre nós, assim como de sua ressurreição e ascensão aos céus, onde está até hoje.

O fato é que, devido exclusivamente à iniciativa de Deus, as condições para o restabelecimento daquela ligação outrora perdida, estavam preenchidas.

O problema do pecado, impossível de ser solucionado pelo homem, já tinha uma fórmula, dada  por Deus, cuja aplicação resultaria na sua solução, efetuada por Jesus.

Caberia agora à humanidade, aceitar essa fórmula como verdadeira. Reconhecer que somente o Senhor Jesus tem o poder para regenerar pela raiz o coração pecador do homem. Eis a solução possível para o problema da humanidade.

Mas, então quer dizer que todos os homens já estão salvos por Jesus? Aqui está uma questão delicada e extremamente importante, em que muitos se enganam. Comentaremos isso em outro artigo.

 

 



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