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ARTIGOS (Semeando a Palavra)
Reflexões de cemitério

Mauro Clark


Neste artigo, eu gostaria de me dirigir especialmente às pessoas que pensam muito em assuntos espirituais, mas somente na hora de um enterro!

 

Certeza da morte todos têm, mas este é um tema geralmente considerado altamente desagradável e, assim, evitado.  Além do mais, o pensamento geral é que a vida é tão agitada que não sobra tempo para coisas que pertencem a um futuro remoto.

 

Mas às vezes você tem de sair da sua rotina e ir à última despedida do amigo ou parente que acabara de deixar este mundo.  E são nessas ocasiões que a realidade da morte é arremessada contra você com tanta força, que os seus pensamentos abandonam os assuntos normais daquele dia e se voltam para a eternidade. 

 

Os valores eternos infelizmente são muito desprezados, mas quando acontece de serem comparados com os valores terrenos, mostram-se esmagadoramente superiores. O material humilha-se ao espiritual.  O provisório curva-se ao eterno.  E naqueles momentos de séria reflexão, talvez os mais lúcidos de sua vida, você se sente meio ridículo. Ridículo por estar se dedicando com exagerada fixação ao acúmulo de bens na Terra, como se a vida aqui nunca fosse ter fim.  Ridículo por se angustiar tanto com os problemas do cotidiano, que não tem valorizado a companhia da esposa, do marido, dos filhos, dos amigos.

 

Você descobre que não está vivendo a sua vida, mas gastando a sua vida.  E gastando rápido.  Fatos que parecem ter acontecido ontem, já fazem anos. 

 

Suas tarefas têm lhe absorvido tanto que você não tem se preparado para enfrentar a morte, que é certa.  Eis aí uma sábia conclusão.  Você teria chegado a ponto de reconhecer a futilidade da sua vida egoísta e material.  Poderia então, a partir daí, aproveitar a oportunidade para decidir firmemente preparar a sua alma para a vida eterna. Pensar “nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra, como aconselha a Bíblia.  Procurar com sinceridade se informar sobre o que Deus tem ensinado sobre a existência humana.  Inclinar atentamente os ouvidos para as palavras que o Senhor Jesus Cristo tem deixado gravadas nas páginas dos Evangelhos.  Dedicar-se mais à leitura e mesmo ao estudo das Escrituras.  Empregar mais o seu tempo em coisas que agrade ao Criador.  Enfim, dedicar toda a sua existência ao controle divino. 

 

A pessoa que age assim não deixa espaço para a sensação que tem empregado mal a sua vida.  Consegue ficar tranqüila e em paz com Deus, até mesmo quando se encontra frente a frente com a morte, olhando para um amigo sem vida. 

 

Ah, se você soubesse aproveitar aqueles momentos de reflexão para resolver colocar em prática uma vida obediente a Deus...

 

Mas, mísera realidade. Nesse ponto começam a jogar a última pá de terra sobre o caixão.  E você desperta. Acabou o enterro. Acabou a meditação. De volta ao estacionamento, você ainda troca algumas palavras com alguém, comentando o triste acontecimento.  Mas, quando ultrapassa os limites do cemitério, seu carro já está apontado de volta ao mundo. Os velhos problemas voltam à prioridade e vai recomeçar toda a sua incoerente rotina.

 

Que pena! Todos aqueles pensamentos, tão fortes e impressionantes, que há poucos momentos perturbavam a sua mente, agora vão se dissipando como névoa.  Em poucos minutos você já não se lembrará de nenhum deles.  Você não soube valorizá-los, deixou-os escapar, como a criança doente que assiste, impassiva, ao remédio se esvaindo do frasco espatifado no chão.  Não sabe a falta que vai fazer ao seu organismo.  Pois aqueles pensamentos vão fazer muita falta à sua alma.

 

Meu amigo, dê mais importância à eternidade que você tem pela frente.  O relógio não pára.  Nunca se sabe a que horas vai tocar o alarme para sua partida.  Não deixe para pensar nos assuntos espirituais somente em outro enterro...

 



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