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ARTIGOS (Semeando a Palavra)
É filho ou não é?

Mauro Clark


- Que é isso rapaz? Eu também sou filho de Deus!

Frases como essa são freqüentes, onde as pessoas tomam a expressão filho de Deus como sinônimo de gente, ser humano.

Agora, pare um pouco e responda: você se considera um filho de Deus? E com que base? Só porque os outros dizem e você vai na onda e fala também?  Porque pratica a mesma religião dos seus pais?  Ou é porque você usou a lógica e concluiu isso?

Independente dos seus motivos, que tal darmos uma olhada no que o próprio Deus chama de Seus filhos?

Falando da primeira vinda de Jesus ao mundo, a Bíblia diz: Veio para o que era seu, e os seus não O receberam.  Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus a saber, aos que crêem no seu nome. (João 1.11-12)

Em primeiro lugar, observemos que, apesar de haver sido rejeitado pela maioria das pessoas do seu povo, Jesus teve alguns que O receberam. Vemos então, dois grupos: os que desprezaram a Jesus e os que O aceitaram. (É importante notar que, entre os que O rejeitaram, havia muitos homens altamente religiosos, mesmo, os chefes!  Fica a lembrança de que ser religioso nunca foi garantia de fidelidade a Deus.)

O fenômeno dos dois grupos não foi uma característica apenas daqueles judeus. O próprio Jesus deixou claro, várias vezes, que essa divisão iria ser uma constante.  Todas as gerações que se seguissem, dali por diante, iriam fatalmente ser divididas em duas categorias: os que rejeitam ao Senhor (a grande maioria), e os que O acolhem em seus corações (uma minoria, infelizmente).

E não haveria motivo para que esta atual geração se constituísse uma exceção.  Pelo contrário, Ele até previu que nos últimos tempos a situação iria piorar. 

E podemos ver claramente que continua esmagadora a maioria que despreza Cristo.  Uma rápida olhadela pelo padrão moral e espiritual do nosso povo, não nos deixaria chegar a outra conclusão.

A propósito, creio ser inconveniente e até uma afronta a Cristo, chamar-se de cristão um país onde imperam a violência e a corrupção. Esta nação não tem agido como um país cristão, se é que cristão significa “de Cristo.  As pessoas que são cristãs de coração, e não de fachada, por certo aceitam a liderança incondicional do próprio Jesus Cristo e obedecem os seus mandamentos, tentando imitá-Lo em tudo.

Um país que realmente adorasse a Cristo não iria, por exemplo, entregar-se por três dias a toda sorte de imoralidades, bebedeiras e algazarras.  E não duvido que se fosse feita uma pesquisa, exatamente esses dias seriam eleitos os mais gostosos do ano!  Não!  Este não é, definitivamente, o padrão de Cristo.

Voltando ao nosso trecho, observe que Deus chama de Seus filhos somente aqueles do pequeno grupo que recebem o Seu Filho Jesus Cristo! Nossa questão inicial começa a ser respondida.

Aquela conversa de que todos são filhos de Deus não é verdade. É falsa a idéia de uma salvação automática e universal.

Talvez você já esteja pensando intimamente: Será que eu sou mesmo um filho de Deus?  A qual dos dois grupos eu pertenço?

Só existe uma maneira de responder corretamente esta pergunta: examinar biblicamente o que significa receber Jesus, e isto já está respondido no trecho em questão: a saber, aos que crêem no seu nome.

Qualquer pessoa estudiosa da Bíblia concluirá que a palavra crer, quando ali é usada com relação a Cristo e a Deus, não tem apenas o sentido de acreditar (embora esteja também incluída esta idéia). Mas o crer bíblico significa muito mais: aceitação pessoal, submissão, fidelidade, confiança, dependência, obediência, amor.

E não poderia ser de outra maneira: quem realmente entende a extensão da obra salvadora de Jesus, quem está firmemente convicto de que é pecador, merecedor do inferno, e vê em Cristo o seu Salvador pessoal, com toda certeza se entregará completamente ao Seu controle e terá imenso prazer em ser-Lhe obediente.

Esses são os verdadeiros filhos de Deus.  Esses são os que crêem no nome do Senhor Jesus Cristo. Esses são os que terão os seus pecados perdoados por causa da Sua morte.

A afirmação de que Jesus morreu para pagar pelos pecados do mundo, está correta até ao ponto em que atesta o alcance do Seu sacrifício. Realmente, Sua morte foi suficiente para responder pelos pecados de quem quer que venha aos Seus pés.  Mas é errado aproveitar-se dessa doutrina para ensinar que todos os homens estão automaticamente salvos por Jesus, quer queira, quer não.

Para receber a salvação que Jesus oferece, é preciso desejá-la ardentemente. É preciso pedir, suplicar. O fato da salvação ser de graça não quer dizer que seja barata ou vulgar. O homem, para recebê-la, tem que valorizá-la e reconhecer seu valor infinito. Ser filho de Deus é um alto privilégio que Ele tem dado aos homens que pedem essa paternidade. Se você ainda não a tem, peça a Deus.  Jesus morreu para isso!

 

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