Um site para quem precisa da Verdade
PREGAÇÕES

Ap 26a - O quer queres que eu faça, Senhor? - Ap 10


Mauro Clark - 19/08/2018
61 minutos




Apocalipse 10

O que queres que eu faça, Senhor?

Ap 10


Entre a 6ª. e a 7ª trombeta: pausa para outras ocorrências, tal como entre o 6º e o 7º selo.

Lembre que na 6ª trombeta, um terço da população do mundo foi morta pelo fogo, fumaça e enxofre, pelo exército satânico de duzentos milhões de cavaleiros e cavalos.

Não sabemos o tempo exato aquele julgamento e esta visão de João, mas deve ter sido no máximo de semanas ou meses, pois o tempo está esgotando e chegando próximo do meio da tribulação (ou talvez até já tivesse chegado).

Seja como for, as marcas funestas dessa grande mortandade deviam estar em todo lugar.

João registra três ocorrências até o toque da 7ª trombeta.


Veremos hoje a primeira ocorrência:

v.1-4

Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo...

João vê outro anjo, que surge com grande pompa, nuvens ao redor, arco-íris em cima, rosto brilhando muito e as pernas como fogo.

Alguns acham que é Jesus Cristo, mas é altamente improvável.

 

... e tinha na mão um livrinho aberto: não deve ser o livro na mão do Cordeiro, pois aquele ainda nem havia sido aberto, pois o Cordeiro ainda estava abrindo os selos (estamos no 7º. selo, que se desdobrou nas 7 trombetas, das quais estamos entre a 6ª e a 7ª.).

Então, que livro era esse? Veremos a seguir.


Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes.

Porque um pé sobre o mar e outro sobre a terra, não sabemos. Muito menos porque o direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra.

Como o mar “deu os mortos que nele estavam” em Ap 20.13, pode ser que o brado tenha a ver com vivos e mortos.

Com o poderoso brado do anjo (como leão que ruge) outras vozes se manifestaram, agora vozes de sete trovões. O texto vai se superando em mistério e as perguntas se acumulam: que trovões? Eram fenômenos da Natureza que, de modo sobrenatural, emitiram vozes inteligíveis, ou eram seres angelicais? Por que sete? Não temos resposta!


E se alguém desistir de ler o livro por isso, que pena!

Primeiro, porque é a Palavra de Deus e Ele quis que fosse assim. Quis que você nunca esquecesse que Ele é um acima de nós, misterioso, altaneiro, sábio, Onisciente.

Segundo: porque do meio das perguntas não respondidas surgem lições valiosas!


Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas.


Fiel à sua missão de anotar tudo o que via (1.2,19), João já ia anotando, quando foi impedido por uma voz do céu (talvez do próprio Jesus Cristo).

Observe: a ordem poderia ter sido para deixar de escrever e desconsiderar o que ouviu. Mas foi o contrário:

guarda em segredo: σφραγιζω sphragizo: colocar um selo, manter em silêncio, secreto.

O que João ouviu poderia não servir para os outros, mas com certeza serviria para ele!

Vejo como um toque de edificação pessoal de João, um ensino personalizadíssimo!


Duas lições:

1. Em princípio, devemos pregar o Evangelho, falar de Deus, divulgar as maravilhas que aprendemos dEle, etc.

Mas não sempre. Haverá lições que o Espírito Santo dará só para si, de modo personalizado, que não precisa divulgar, mas guardar apenas para você. (Importante: essas lições jamais serão de novidade doutrinária, mas orientações pessoais e silenciosas, dando rumo, mexendo no coração).


2. Algumas vezes na vida você sentirá orientação do Espírito Santo para seguir por certo rumo que, aos outros, pode parecer estranhos e mesmo contraditórios. E não entenderão. Alguns criticarão.

Mas não importa. Siga o que Deus lhe orienta.

Suponhamos que alguém tenha ouvido Jesus dizer para João lá em 1.19: Escreve as coisas que viste.

Agora, de longe, vê João começando a anotar, depois parando. É fácil dizer: “João desobedeceu!”.

Em suma: Não sendo questão de desobediência a princípios bíblicos, respeite as decisões que cada irmão tomar para a própria vida, mesmo que não combinem com alguns costumes seus.


v.5-6a

Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe:

João poderia ter dito simplesmente que o anjo levantou a mão para o céu e jurou solenemente por Deus, ou “por Aquele que está sentado no trono”.

Obviamente nada errado em fazer isso, mas parece que João não quer perder uma só oportunidade de falar das grandezas de Deus, de exaltá-Lo!

E não deixa passar essa chance.

Então, em vez de dizer apenas “Deus”, ele aproveita para falar de dois atributos de Deus:

I. aquele que vive pelos séculos dos séculos, ou seja, que é Eterno!

ii. ... que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe, ou seja, o Criador!


Lição: Quando for falar “Deus”, às vezes substitua por “o Criador, o Todo-Poderoso”, etc. Ou quando for falar “Cristo”, diga “o Salvador”, “o que morreu pelos pecadores”, etc.

E faça isso, mesmo que o seu ouvinte já conheça Deus, seja cristão, etc. João não estava dizendo nenhuma novidade para os seus leitores, pois ele já havia dito que Deus era eterno e Criador no próprio livro de Apocalipse, até aqui.

Mas era o PRAZER dele em falar as maravilhas de Deus!


v.6b-7

Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.

O anjo jurou por duas coisas:

1. Tudo o que Deus havia prometido pelos profetas, seria cumprido. Não 99%, mas 100%.

Ah, se os homens cressem nisso! Teria milhões de almas a menos no inferno (pelo menos teoricamente)!


2. A tão esperada ocasião para esse cumprimento finalmente estava chegando.

Os anjos sempre quiseram saber. Os discípulos de Cristo perguntaram a Ele. Ao longo desses 2000 anos muitos tentaram calcular. Outros ridicularizaram Deus pois nunca se cumpria, etc.

Mas o dia finalmente estava às portas!

Valeu a pena os crentes esperarem, especialmente os que sofreram como crentes.

E se você, irmão, está sem aguentar esta vida, calma, está chegando!

E você, amigo sem Cristo, cuidado, pois o dia irá chegar.


Antes de continuar: o conjunto de tudo o que Deus prometeu pelos profetas, João chamou de uma palavra:

mistério: grego: algo não totalmente revelado. Ou seja, não devemos nos admirar se muitas profecias são turvas, difíceis ou impossível de interpretar em detalhes. É para ser assim mesmo!

E aqui está a resposta para a pergunta “Que livro era aquele”?: devia simbolizar a Palavra de Deus, tudo o que Ele havia comunicado por escrito aos homens.


v.8-10

A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.

Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo.


João recebe ordem de uma voz vinda do céu (ou seja, estava na terra!): tomar o livro da mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.

Ao pedir o livro, João recebe outra ordem, agora do próprio anjo que o entregara: comer.

E foi avisado que o livro seria doce ao paladar, mas amargo para o estômago.

João come e foi como o anjo falou: o livro era doce na boca, mas amargo no estômago.


Duas perguntas:

1ª: O que significava “comer o livro”?

Resposta: Estar cheio da Palavra de Deus para poder falar a Palavra de Deus. (Mt 12.34).


2ª: Se o livro era o símbolo da Palavra de Deus, é fácil entender que era doce para a boca de João. Mas por que era amargo no estômago?

Resposta: parece que está no próprio texto à frente:


v.11

Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

Vejo duas coisas aqui:

I. Aviso para João de que, mesmo o final feliz estando perto, ainda havia trabalho a fazer.

Como se dissesse: “João, você está do lado certo, já pode até ir desfrutando das delícias da vitória em Cristo. Mas, é cedo para descansar e comemorar. Há trabalho ainda”.


II. O trabalho dele – pregar, anunciar a Palavra de Deus – era doce e amargo.

Doce porque anunciava salvação, oferecia o perdão, prometia vida eterna no céu.

Amargo porque ameaçava com castigo e fogo eterno os impenitentes.

Enquanto João tivesse um fôlego de vida e houvesse um perdido na terra, ele tinha o dever de pregar contra o pecado e prevenir contra o inferno.


Duas lições para nós:

I. Enquanto você tiver vida nesta terra, seu trabalho como embaixador de Cristo continua. Enquanto puder falar, fale. Enquanto puder sussurrar, sussurre. Ainda por orar? Ore.


II. Não apenas o que tem o ministério de pregador, mas todo crente deve anunciar tudo da Palavra de Deus, não apenas o “gostoso”, o agradável ao ouvido.

Está em moda pregar apenas o “politicamente correto”, o que “não ofende”.

Mas essa é uma das armadilhas mais antigas e letais de Satanás: pregar pela metade, o que deforma por completo.


Irmão em Cristo, enquanto viver neste mundo anuncie que:

* Deus é paciente, mas não abre mão do temor que Lhe é devido como Criador.

* Deus é amor, mas também odeia o pecado e o pecador inveterado que o comete.

* Deus é misericordioso, mas também é Justo Juiz.

* Deus é santo e puro, mas também altamente ciumento desta santidade e implacável  
  com quem contribui para espalhar sujeira moral no mundo que Ele criou.

* Deus é perdoador, mas não abre mão do arrependimento de quem lhe implora perdão.

* Deus leva para o lado dEle, para viver feliz eternamente, o que crê e se submete a Cristo, mas também envia ao inferno para uma existência eterna miserável os que se mantem rebelde contra o Seu Filho.


Na próxima pregação veremos as duas outras ocorrências antes da 7ª trombeta.


Que Deus nos abençoe. Amém

O que queres que eu faça, Senhor?

Ap 10


Entre a 6ª. e a 7ª trombeta: pausa para outras ocorrências, tal como entre o 6º e o 7º selo.

Lembre que na 6ª trombeta, um terço da população do mundo foi morta pelo fogo, fumaça e enxofre, pelo exército satânico de duzentos milhões de cavaleiros e cavalos.

Não sabemos o tempo exato aquele julgamento e esta visão de João, mas deve ter sido no máximo de semanas ou meses, pois o tempo está esgotando e chegando próximo do meio da tribulação (ou talvez até já tivesse chegado).

Seja como for, as marcas funestas dessa grande mortandade deviam estar em todo lugar.

João registra três ocorrências até o toque da 7ª trombeta.


Veremos hoje a primeira ocorrência:

v.1-4

Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo...

João vê outro anjo, que surge com grande pompa, nuvens ao redor, arco-íris em cima, rosto brilhando muito e as pernas como fogo.

Alguns acham que é Jesus Cristo, mas é altamente improvável.

 

... e tinha na mão um livrinho aberto: não deve ser o livro na mão do Cordeiro, pois aquele ainda nem havia sido aberto, pois o Cordeiro ainda estava abrindo os selos (estamos no 7º. selo, que se desdobrou nas 7 trombetas, das quais estamos entre a 6ª e a 7ª.).

Então, que livro era esse? Veremos a seguir.


Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes.

Porque um pé sobre o mar e outro sobre a terra, não sabemos. Muito menos porque o direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra.

Como o mar “deu os mortos que nele estavam” em Ap 20.13, pode ser que o brado tenha a ver com vivos e mortos.

Com o poderoso brado do anjo (como leão que ruge) outras vozes se manifestaram, agora vozes de sete trovões. O texto vai se superando em mistério e as perguntas se acumulam: que trovões? Eram fenômenos da Natureza que, de modo sobrenatural, emitiram vozes inteligíveis, ou eram seres angelicais? Por que sete? Não temos resposta!


E se alguém desistir de ler o livro por isso, que pena!

Primeiro, porque é a Palavra de Deus e Ele quis que fosse assim. Quis que você nunca esquecesse que Ele é um acima de nós, misterioso, altaneiro, sábio, Onisciente.

Segundo: porque do meio das perguntas não respondidas surgem lições valiosas!


Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas.


Fiel à sua missão de anotar tudo o que via (1.2,19), João já ia anotando, quando foi impedido por uma voz do céu (talvez do próprio Jesus Cristo).

Observe: a ordem poderia ter sido para deixar de escrever e desconsiderar o que ouviu. Mas foi o contrário:

guarda em segredo: σφραγιζω sphragizo: colocar um selo, manter em silêncio, secreto.

O que João ouviu poderia não servir para os outros, mas com certeza serviria para ele!

Vejo como um toque de edificação pessoal de João, um ensino personalizadíssimo!


Duas lições:

1. Em princípio, devemos pregar o Evangelho, falar de Deus, divulgar as maravilhas que aprendemos dEle, etc.

Mas não sempre. Haverá lições que o Espírito Santo dará só para si, de modo personalizado, que não precisa divulgar, mas guardar apenas para você. (Importante: essas lições jamais serão de novidade doutrinária, mas orientações pessoais e silenciosas, dando rumo, mexendo no coração).


2. Algumas vezes na vida você sentirá orientação do Espírito Santo para seguir por certo rumo que, aos outros, pode parecer estranhos e mesmo contraditórios. E não entenderão. Alguns criticarão.

Mas não importa. Siga o que Deus lhe orienta.

Suponhamos que alguém tenha ouvido Jesus dizer para João lá em 1.19: Escreve as coisas que viste.

Agora, de longe, vê João começando a anotar, depois parando. É fácil dizer: “João desobedeceu!”.

Em suma: Não sendo questão de desobediência a princípios bíblicos, respeite as decisões que cada irmão tomar para a própria vida, mesmo que não combinem com alguns costumes seus.


v.5-6a

Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe:

João poderia ter dito simplesmente que o anjo levantou a mão para o céu e jurou solenemente por Deus, ou “por Aquele que está sentado no trono”.

Obviamente nada errado em fazer isso, mas parece que João não quer perder uma só oportunidade de falar das grandezas de Deus, de exaltá-Lo!

E não deixa passar essa chance.

Então, em vez de dizer apenas “Deus”, ele aproveita para falar de dois atributos de Deus:

I. aquele que vive pelos séculos dos séculos, ou seja, que é Eterno!

ii. ... que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe, ou seja, o Criador!


Lição: Quando for falar “Deus”, às vezes substitua por “o Criador, o Todo-Poderoso”, etc. Ou quando for falar “Cristo”, diga “o Salvador”, “o que morreu pelos pecadores”, etc.

E faça isso, mesmo que o seu ouvinte já conheça Deus, seja cristão, etc. João não estava dizendo nenhuma novidade para os seus leitores, pois ele já havia dito que Deus era eterno e Criador no próprio livro de Apocalipse, até aqui.

Mas era o PRAZER dele em falar as maravilhas de Deus!


v.6b-7

Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.

O anjo jurou por duas coisas:

1. Tudo o que Deus havia prometido pelos profetas, seria cumprido. Não 99%, mas 100%.

Ah, se os homens cressem nisso! Teria milhões de almas a menos no inferno (pelo menos teoricamente)!


2. A tão esperada ocasião para esse cumprimento finalmente estava chegando.

Os anjos sempre quiseram saber. Os discípulos de Cristo perguntaram a Ele. Ao longo desses 2000 anos muitos tentaram calcular. Outros ridicularizaram Deus pois nunca se cumpria, etc.

Mas o dia finalmente estava às portas!

Valeu a pena os crentes esperarem, especialmente os que sofreram como crentes.

E se você, irmão, está sem aguentar esta vida, calma, está chegando!

E você, amigo sem Cristo, cuidado, pois o dia irá chegar.


Antes de continuar: o conjunto de tudo o que Deus prometeu pelos profetas, João chamou de uma palavra:

mistério: grego: algo não totalmente revelado. Ou seja, não devemos nos admirar se muitas profecias são turvas, difíceis ou impossível de interpretar em detalhes. É para ser assim mesmo!

E aqui está a resposta para a pergunta “Que livro era aquele”?: devia simbolizar a Palavra de Deus, tudo o que Ele havia comunicado por escrito aos homens.


v.8-10

A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.

Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo.


João recebe ordem de uma voz vinda do céu (ou seja, estava na terra!): tomar o livro da mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra.

Ao pedir o livro, João recebe outra ordem, agora do próprio anjo que o entregara: comer.

E foi avisado que o livro seria doce ao paladar, mas amargo para o estômago.

João come e foi como o anjo falou: o livro era doce na boca, mas amargo no estômago.


Duas perguntas:

1ª: O que significava “comer o livro”?

Resposta: Estar cheio da Palavra de Deus para poder falar a Palavra de Deus. (Mt 12.34).


2ª: Se o livro era o símbolo da Palavra de Deus, é fácil entender que era doce para a boca de João. Mas por que era amargo no estômago?

Resposta: parece que está no próprio texto à frente:


v.11

Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

Vejo duas coisas aqui:

I. Aviso para João de que, mesmo o final feliz estando perto, ainda havia trabalho a fazer.

Como se dissesse: “João, você está do lado certo, já pode até ir desfrutando das delícias da vitória em Cristo. Mas, é cedo para descansar e comemorar. Há trabalho ainda”.


II. O trabalho dele – pregar, anunciar a Palavra de Deus – era doce e amargo.

Doce porque anunciava salvação, oferecia o perdão, prometia vida eterna no céu.

Amargo porque ameaçava com castigo e fogo eterno os impenitentes.

Enquanto João tivesse um fôlego de vida e houvesse um perdido na terra, ele tinha o dever de pregar contra o pecado e prevenir contra o inferno.


Duas lições para nós:

I. Enquanto você tiver vida nesta terra, seu trabalho como embaixador de Cristo continua. Enquanto puder falar, fale. Enquanto puder sussurrar, sussurre. Ainda por orar? Ore.


II. Não apenas o que tem o ministério de pregador, mas todo crente deve anunciar tudo da Palavra de Deus, não apenas o “gostoso”, o agradável ao ouvido.

Está em moda pregar apenas o “politicamente correto”, o que “não ofende”.

Mas essa é uma das armadilhas mais antigas e letais de Satanás: pregar pela metade, o que deforma por completo.


Irmão em Cristo, enquanto viver neste mundo anuncie que:

* Deus é paciente, mas não abre mão do temor que Lhe é devido como Criador.

* Deus é amor, mas também odeia o pecado e o pecador inveterado que o comete.

* Deus é misericordioso, mas também é Justo Juiz.

* Deus é santo e puro, mas também altamente ciumento desta santidade e implacável  
  com quem contribui para espalhar sujeira moral no mundo que Ele criou.

* Deus é perdoador, mas não abre mão do arrependimento de quem lhe implora perdão.

* Deus leva para o lado dEle, para viver feliz eternamente, o que crê e se submete a Cristo, mas também envia ao inferno para uma existência eterna miserável os que se mantem rebelde contra o Seu Filho.


Na próxima pregação veremos as duas outras ocorrências antes da 7ª trombeta.


Que Deus nos abençoe. Amém



Ministério Falando de Cristo
"... pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus." (1 Co 1.24b)
Copyright 2004-2012. Todos os direitos reservados. http://www.falandodecristo.com