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PREGAÇÕES

Série Apocalipse, milênio e eternidade 38 - O falso profeta - Ap 13.9-18


Mauro Clark - 13/01/2019
57 minutos




Apocalipse 13.9-18

Série Apocalipse, milênio e eternidade 38: O falso profeta - Ap 13.9-18

Ap 13.9-18


Entre os trechos que falam do anticristo (v.1-8) e do falso profeta (v.11-17) há um intervalo de 2 versículos em que João insere um texto meio misterioso:


v. 9-10:

Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.

Talvez afirmando o princípio bíblico de não revidar. Naquela época, o crente deverá se comportar ordeiramente, até mesmo se permitindo ser maltratado e morto sem revidar.


Agora um outro personagem entra em cena, o falso profeta, do qual já falamos um pouco.


v.11-15

11 Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. 12 Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. 13 Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. 14 Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; 15 e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.


Resumo:

* Surge outra besta (fera), a segunda, chamada de falso profeta em 16.13 e 19.20.

Interessante: Jesus advertiu exatamente contra falsos profetas em Mt 24.11,24)

Há uma hierarquia clara entre os três seres malignos: dragão (Satanás), a 1ª. besta (anticristo) e a 2ª. besta, o falso profeta.

É um tipo de falsa trindade, de onde sairão espíritos imundos semelhantes a rãs, demônios poderosos, que levarão reis a lutarem contra Deus (veremos em 16.13-14).

* Essa besta surge não do mar, como o anticristo, mas da terra. Não sei o significado.

* Apenas dois chifres, em vez de dez: menos poder do que o anticristo.

Parecendo cordeiro, mas falava como dragão: falso, cínico, fingido, com aparência enganosa, diferente da realidade, perigoso.

* Três vezes é dito que recebeu autoridades e poderes para operar grandes sinais, mas parece que esses poderes somente são operados diante do anticristo.

* Além disso, é extremamente sedutor e convincente, levando a humanidade em geral a adorar o anticristo.

Ponto crucial nessa adoração é o fato do anticristo ter sobrevivido a um golpe mortal de espada, ou seja, ter “ressuscitado”.

* Mandará que façam uma imagem do anticristo e receberá poder para dar fôlego a essa imagem, para fazer com que ela fale e ainda poder para matar quem não a adorasse (embora obviamente esse poder não foi efetivado, pois nem todos os crentes morreram). O fato é que a imagem iria parecer ter vida própria (ou parecesse ter).

O falso profeta seduzirá o mundo para uma adoração idólatra dupla: o próprio anticristo e a imagem do anticristo.

seduzir: gr. πλαναω planao: fazer algo ou alguém se desviar do caminho reto; desencaminhar da verdade, enganar, induzir ao erro e ao pecado. – Strong


Interessante é que o trabalho de seduzir, fazendo desviar, é repetido em Ap 19.20.

Parece que muitos, no momento da decisão, ainda vacilaram, mas o falso profeta os convenceu com milagres, talvez em “benefício” deles, iludindo-os.

Essa imagem do anticristo deverá ser algo de impressionar, arrebatador, nunca visto.


O alvo do falso profeta é que adorem o anticristo – sinceramente ou não. Se não for por sinceridade, será à força, pelo medo, pela opressão, como fica claro a seguir:


16 A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, 17 para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. 18 Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.


Todo ser humano deverá se submeter à colocação de uma marca física, na mão direita ou sobre a fronte: pequeno e grande, rico e pobre, livre e escravo.

Esta marca incluirá o nome ou número da besta, ou ambos.

Embora não seja dito, é evidente que essa marca estará ligada a um controle geral, com características individuais de cada pessoa, com a absoluta supervisão do anticristo.

Sem essa marca, ninguém poderá comprar ou vender - impedido de viver normalmente.

Parece que o dinheiro em espécie estará totalmente fora de circulação.


Interessante é que hoje essa realidade não é tão estranha. Dinheiro já é pouco usado, muito cartão de crédito, com números, senhas, etc.

Carimbos com reconhecimento eletrônico já são usados em locais onde há gente entrando e saindo.

Chips implantados fisicamente embaixo da pele, começam a ser usados.

Ninguém hoje parece se incomodar com o controle dos próprios movimentos e crescente diminuição da privacidade.

Incomodado ou não, já é uma realidade que as coisas rumam para uma situação em que uma única pessoa, superpoderosa, no caso o anticristo, assessorado pelo falso profeta, terá absoluto controle de cada ser humano que quiser comprar um pão ou leite.


O detalhe cruel é que somente receberá a marca quem assumir um compromisso de lealdade com o anticristo. Ou seja, um compromisso de deslealdade com Jesus Cristo!

E vice-versa: quem for fiel a Cristo, terá de recusar a marca e estará negando o anticristo!


Não menos que 3 passagens depois deste capítulo falam desse compromisso radical e excludente, em que fidelidade ao anticristo significa negação a Cristo e vice-versa.

É como se daquele ponto em diante, durante a Tribulação, a humanidade se dividisse em duas partes: os que aceitavam a marca do anticristo (rejeitando Cristo) e os que rejeitavam a marca do anticristo (fiéis a Cristo).


Vejamos cada uma, focando apenas esse aspecto (mais detalhes quando chegarmos lá):

Ap 14.9-11:

João vê um anjo no céu fazendo duas referências ao recebimento da marca da besta.

O recebimento da marca equivalia a uma declaração de adoração ao anticristo! “Quer comprar um punhado de arroz para comer? Me adore! Ou finja, mas me obedeça!”

Aos olhos de Deus, essa rejeição a Ele terá como consequência o sofrimento eterno, com fogo e enxofre.


Ap 15.1-3

Cena no céu, quando João vê os sete anjos com os sete últimos flagelos.

João fala dos crentes que morreram porque se recusaram a qualquer tipo de compromisso  com o anticristo, com coisa nenhuma ligada a ele, seja com o nome dele, a marca, o número – nada, não quiseram nada com ele!

Estavam louvando e cantando a Deus!

Bonita descrição: vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome.

Como é que João os chama de vencedores, se foram derrotados e mortos pelo anticristo?

Aos olhos de Deus, a resistência ao anticristo era uma grande vitória dos fiéis a Cristo.

A perda da vida física não era uma derrota. A fidelidade a Deus os levou à vida eterna. Isso é que é vencer!


Ap 20.4:

Após a vinda de Cristo e a prisão de Satanás, inicia-se o milênio e João viu tronos onde estavam sentados os que tinham autoridade para julgar, e viu mártires do anticristo.

Fica claro o modo (talvez não o único, mas o principal) como foram mortos: degolados.

Mais uma vez fica claro que a recusa em receber a marca na fronte ou na mão era igual à recusa em adorar a besta. E isso era morte certa.

Foram premiados com a vida eterna, e participação no reino de Cristo no milênio.

Naqueles dias, será questão de vida ou morte assumir que é crente em Jesus Cristo!


v.18

Famosíssima passagem do 666. E extremamente misteriosa.

Ao mesmo tempo em que manda calcular o número da besta, João diz qual é, 666.

Não é uma ordem ou mesmo um incentivo para cada crente calcular esse mistério.

Mas quase um desafio: se alguém acha que tem sabedoria do alto e entendimento profundo dado pelo Espírito Santo, então tente calcular.

Muitas tentativas foram feitas para indicar algum personagem da história, mas, até agora, todas falharam.

O que pode fazer algum sentido é a sugestão de que 6 é número de homem, que fica logo abaixo de 7, número da perfeição, que indica divindade. A repetição dos 6 é por ênfase.

Quando chegar perto, alguns conseguirão decifrar e ficará claro quem é o anticristo.


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Qual será o destino de homem tão pernicioso e iníquo? Será jogado vivo dentro do lago de fogo, juntamente com o anticristo e depois, com o próprio Satanás (19.20 e 20.10).

Ninguém vence o Senhor Jesus Cristo! Ninguém!


Termino observando:

Veja o papel do falso profeta de atrair pessoas para o anticristo, exaltá-lo o máximo que puder, de levar almas a adorá-lo.

Coitado do que se deixar levar por esse enganador.


O falso profeta não passa de um imitador maligno do Espírito Santo, que exalta e glorifica a Cristo, atraindo o pecador e levando-o a se converter, seguir a Cristo e adorá-Lo.

Bendito o que se deixa atrair pelo Outro Consolador para chegar aos pés do verdadeiro Salvador do mundo!


Que Deus nos abençoe. Amém



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