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PREGAÇÕES

Série Apocalipse - 47: Mais sofrimento, mais blasfêmias


Mauro Clark - 21/04/2019
55 minutos




Apocalipse 16.5-11

Mais sofrimento, mais blasfêmias

Ap 16.5-11


Na pregação passada, vimos os flagelos causados pelo derramamento da primeira taça (úlceras malignas), da segunda taça (mar se tornou em sangue e morreu tudo no mar).

Quanto à terceira taça, o anjo das águas a derramou nos rios e fontes de águas, que se tornaram em sangue.

Falamos no final que João ouviu o anjo das águas dizendo algo e ficamos de ver o que.


Então, o que disse o anjo das águas?

v.5b-6: Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; 6 porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso.

É tão chocante o que Deus fez com os homens ao transformar em sangue os rios e águas (além do mar, antes), que o anjo parece ter tido vontade de explicar, de mostrar que isso era razoável, sim, e totalmente coerente com os atributos de Deus.


E então glorifica a Deus, falando de quatro atributos dEle: justo, eterno, santo e Juiz.

Deus é Juiz de toda a terra, é o Criador, e tem todo o direito de julgar Suas criaturas.

E o julgamento será feito com justiça, porque além de tudo, Ele é justo. É impossível Ele cometer injustiça.

E mais: esse julgamento terá como base que Ele é santo e é agredido todos os dias por pecadores rebeldes.

No caso em questão, os pecados julgados serão o assassinato incessante dos santos e profetas de Deus – começando com Abel!

E desde lá, nunca deixou de haver mártires de Deus sendo perseguidos e mortos.

Muito sangue foi derramado por pessoas queridíssimas de Deus.

Pois agora vão beber sangue também. Eles são signos disso, eles merecem ser alvos da vingança de Deus e é exatamente isso o que serão!


O assunto “vingança” é muito delicado para o crente, pois passa a vida toda ouvindo “Não se vingue, em hipótese alguma. É proibido se vingar”.

Pode parecer que vingança é coisa feia, reprovável. De fato, é - mas para o ser humano!

Para Deus, não apenas não é feia, mas é necessária.

É através da vingança que Deus vindica a Sua santidade, a Sua soberania.


As palavras do anjo encontram resposta.

7 Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.


A adoração do anjo provocou adoração de outros, não identificados.

Mais dois atributos são referidos: soberano (poder total) e verdadeiro.

E repete que Deus é justo.


Duas lições:

* Toda adoração (a sua inclusive!) pode levar outros a adorarem também: bola de neve.

* Acostume-se a dirigir a Deus uma torrente de atributos (orando, pensando, meditando).


4º flagelo:

v. 8: O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo.


Na 4ª. trombeta o sol foi ferido em um terço e escureceu (lua e estrelas também).

Mas agora todo o sol é atingido, só que de maneira contrária: ficou mais forte que o normal, a ponto de queimar os homens com fogo ou com o calor que vinha dele.

O resultado é terrível: homens queimados (não sabemos quantos). Ml 4.1; Is 2.4-6; 30.26


Segunda vez um comentário pós-flagelo, desta vez do próprio João:

9 Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, e nem se arrependeram para lhe darem glória.

Apesar do v.8 falar em fogo, parece que as chamas propriamente dita não chegaram até às pessoas, mas o calor delas é que as queimou – o que parece ser pior!

Seja como for, o interesse de João aqui não é apenas repetir que o flagelo é queimação, mas registrar o seu choque com a reação das pessoas.

Duas reações:

I. Blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos

Três observações:

a. Bem que o anjo das águas disse: “são dignos”. Ninguém é vítima nas mãos de Deus.

b. O sofrimento aumentou o endurecimento! Infelizmente isso é comum.

c. Curiosamente, não blasfemaram contra o anjo que derramou a taça, ou contra São Pedro, ou a Virgem Maria, ou o “santo” predileto de cada um.

Algo neles dizia que isso vinha direta e exclusivamente do Deus Criador.


II. e nem se arrependeram para lhe darem glória.

Comentarei sobre a falta de arrependimento quando falar do 5º flagelo.


5º flagelo:

10 Derramou o 5º a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas

Primeira vez que se refere a um ataque direto de Deus ao anticristo.

E não um ataque a ele fisicamente, mas ao poder dele (trono, reino).

Reino se tornou em trevas: não sabemos se o palácio, a cidade, mas não deve ser o mundo inteiro.

No 6º. selo o sol havia se tornado negro e na 4ª. trombeta um terço do sol havia escurecido. Certamente essas condições haviam voltado ao normal.

Aliás, devia ter luz exagerada do sol, tanto que estava queimando as pessoas.

Interessante o contraste: tudo muito claro (até demais) e o reino do anticristo em trevas.

Sobre trevas: Jl 2.2; 3.14–15). Sf 1.15; Mc 13:24; cf. Isa. 13.10; 24.23; Lc 21.25; At 2.20)


Seja como for, agora tudo ao redor do anticristo ficou escuro e obviamente sem energia. Obviamente travou tudo, incluindo a comunicação com o mundo.

O reino do anticristo estava chegando ao fim.


João fala de uma segunda consequência da quinta taça:

... e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam...

O v. 11 fala de angústias e úlceras.

angústias: πονος ponos: problema grande, desejo intenso, dor

úlceras: ελκος helkos: ferida, esp. uma que produz erupção com pus, chaga, úlcera


Não sabemos se essas dores e angústias têm alguma ligação com o fato do reino da besta ter se tornado em trevas ou se é consequência de uma ação à parte.

Seja como for, também é terrível.


Vejamos se isso serviu para amolecer o coração dos habitantes da terra:

... 11 e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.

Novamente, as mesmas duas reações depois do flagelo anterior:

I. Blasfemaram o Deus do céu (já comentei)


II. e não se arrependeram de suas obras.

Pode parecer uma afirmação óbvia, pois se blasfemaram é porque não se arrependeram.

Mas ao comentar duas vezes seguidas que não se arrependeram (além de Ap 9.20, na 6ª. trombeta), talvez João quis apenas enfatizar o aspecto da dureza dos corações.

Mas mostrar que, mesmo no final da Tribulação, no limiar da volta de Cristo, de maneira geral AINDA EXISTIA CHANCE DE ARREPENDIMENTO!

(Digo “de maneira geral” porque há alguns que pecaram contra o Espírito Santo e estão fora da capacidade de arrependimento).

Mas para muitos, talvez a maioria, enquanto há vida há chance de arrependimento.


Porque você, amigo, não se arrepende logo? Agora?


Na próxima pregação veremos o 6º e o 7º flagelos vindos das últimas taças derramadas.

Que Deus nos abençoe. Amém



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