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PREGAÇÕES

Série Apocalipse - 50 – Babilônia: Grande sistema anti-Deus


Mauro Clark - 12/05/2019
64 minutos




Apocalipse 17.1-6

Babilônia: grande sistema anti-Deus

Ap 17.1-6


Os capítulos 17 e 18 formam um dos grandes mistérios do Apocalipse.

João foi levado por um anjo a um julgamento no deserto, de uma mulher prostituta chamada Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra.

O julgamento resultaria na queda e destruição dela.

Tudo indica que pelo menos o final desse julgamento havia feito parte do 7º. flagelo (terremoto e pedras).

É como se o anjo tivesse levado João um pouco ao passado para ver o julgamento que havia acabado de ocorrer.


Essa personagem “Babilônia” é extremamente complexa e misteriosa, especialmente porque é qualificada de duas maneiras:

1. Uma MULHER – não uma mulher literal, mas organismo “vivo”, com perfil moral e espiritual, comportamento, costumes, etc.

2. Uma CIDADE – lugar físico, onde moram muitas pessoas, com vida social, comércio, etc. Pode ser uma cidade só ou representar um grupo de cidades ou mesmo um país.


Veremos cada figura à medida que o texto avança (às vezes as figuras se fundem):

17.1-2: 1 Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, 2 com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra.

 

... grande meretriz: 17.1, 2, 4, 5, 16; 18.3, 9

Descrita como prostituta riquíssima e de altíssimo padrão social, pois se vestia com luxo e se cobria de jóias e seus clientes eram reis na terra – ou seja, convivia e participava da mais alta esfera política e poderosa do mundo.

Aliás, não apenas convivia, mas influenciava, ou mais ainda, dominava:

v.18: A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da terra.


... sentada sobre muitas águas: o v. 15 explica: águas = pessoas, multidão.  Era figura central e dominadora para uma multidão de pessoas.


... com o vinho de sua DEVASSIDÃO: gr. πορνεια porneia: lit.: relação sexual ilícita, fornicação. Metaf: adoração de ídolos.

Embora a imoralidade literal seja pecado grave, a Bíblia dá muito mais peso ao aspecto metafórico da fornicação, ou seja, IDOLATRIA, o pecado que mais ofende a Deus.

É o caso de perguntar se essa prostituição e devassidão refere-se a imoralidade de fato (sexo ilícito, envolvendo orgias com bebidas e drogas), que ela praticava, fornecia e distribuia largamente pelo mundo, ou à prática e incitação da idolatria, de falsas religiões, de adoração a demônios, ocultismo. Certamente ambos, conforme veremos.

Sendo assim, Babilônia é muito mais caracterizada por um PODER RELIGIOSO, do que político (embora a política esteja entranhada em suas relações).


17.3: Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate ...repleta de nomes de blasfêmia, com 7 cabeças e 10 chifres.

Deserto: ou literal, ou metáfora sugerindo isolamento, levado à parte.


... montada (sentada) numa besta (fera) escarlate (vermelha), blasfema e com sete cabeças e dez chifres.

A besta é o anticristo, como vimos no cap. 13.

Parece estranho a mulher estar montada no anticristo, e não o contrário.

Mas é importante lembrar que o anticristo foi crescendo paulatinamente em poder.

E no início a mulher era mais poderosa que ele e de certo modo o controlava.

Mesmo assim, aquele que leva alguém é muito importante para ele.

De alguma maneira o anticristo era útil à mulher e os dois faziam um par poderoso e extremamente maligno. Até que o anticristo cresceu demais e resolveu destruir a mulher, conforme veremos.

Tudo o que tivesse a ver com religião no mundo, se concentraria no anticristo.

Na visão, João deve ter visto a partir do final da fase em que o anticristo ainda se deixava levar pela poderosa e milionária prostituta.


17.4: Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição.

Como vimos, Babilônia, essa instituição religiosa-política, era riquíssima.

Além disso: ... na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição

... abominações: no grego: o que é altamente detestável, repugnante, inaceitável, objeto de profundo desgosto.

... imundícias: no grego: além do aspecto moral, há também o sentido cerimonial, noção de não puro, contaminado, sem condições de prestar culto a Deus.

Ou seja, Babilônia bebia, se alimentava, praticava, o que era totalmente repugnante - não apenas em termos morais mas, pior ainda, espirituais.  Jeremias falou nisso! Jr 51.7


O anjo revela o nome da mulher e uma característica que chocou João:

17.5-6: Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: Babilônia, a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra. 6 Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto.

 

Mistério: ensino não revelado. As qualificações, o julgamento e a condenação dessa organização estavam sendo agora revelados, mas apenas em parte. Muitas coisas ainda continuaria sem revelação claro, como até agora. Não adianta querer identificar hoje, com precisão, que é Babilônia.


a grande”, “mãe”: a maior, mais do que tudo parecido. Nada no mundo chegou a ser tão nefasto, tão repugnante, quanto essa organização gigantesca.


Além disso, João admirou-se com mais uma terrível característica daquela “mulher”: grande perseguidora dos crentes, os verdadeiros cristãos.

embriagada com o sangue: ideia de farra e orgia assassina, excesso de mortes

santos e testemunhas de Jesus: crentes – gentios e judeus.

 

O que a Bíblia fala sobre Babilônia?

1ª. referência: Gn 10.8-10.

(Babel e Babilônia são a mesma palavra no arcadiano, significa “Portão de Deus”).


terra de Sinar: na Mesopotâmia, berço do futuro império babilônico, hoje parte do Iraque.

Nimrode: Bíblia diz apenas que foi poderoso e grande caçador diante de Deus.

Não há nada de positivo ou negativo, apenas que era muito poderoso, fundou a cidade (vila) de Babilônia e Deus estava atento a tudo isso.


Muitos o consideram rebelde a Deus, tirano, líder da revolta de Babel. Outros acham que foi fiel a Deus e o “diante de Deus” significa aprovação divina.

Tudo é especulação.

Pior: Nimrode passou a fazer parte de muitas lendas, misteriosas, visto até como um ser sobrenatural.

Em uma das versões, era marido de Semíramis. Quando estava grávida, Semíramis matou Nimrode. Nasceu Tamuz, que seria a reencarnação do pai e meio divino.

A relação entre mãe e filho ficou confusa, Tamuz sendo considerado às vezes filho e às vezes marido de Semíramis.


Ainda conforme a lenda, foi a partir da Babilônia que surgiram todas as falsas religiões do mundo, tendo com ponto central uma mulher poderosa, misterirosa, deusa (Isis no Egito, Venus, Diana, Atena em Roma) e também o filho dela e de um deus, chamado Tamuz.

Para muitos, o Catolicismo Romano nada mais é que uma versão cristizanizada do culto idólatra a Tamuz e Semíramis, começado com a história de Nimrod.


Na próxima pregação continuaremos a ver o que a Bíblia diz sobre o termo “Babilônia” e como terminou a relação do anticristo com a Babilônia do Apocalipse.

 

Que Deus nos abençoe. Amém



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