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PREGAÇÕES

Série Apocalipse - 52 : Babilônia: grande sistema anti-Deus - 3


Mauro Clark - 26/05/2019
65 minutos




Apocalipse 17.14-18.8

Babilônia: Grande sistema anti-Deus – 3

Ap 17.7-18.8


Na última pregação (17.1-6) falamos da Babilônia-prostituta, como gigantesco sistema religioso mundial.

Alguns pensam no Catolicismo Romano, outros no Islã – tendo um ou outro se tornardo muito maior do que é atualmente e, de algum modo, colocado as religiões do mundo sob sua influência.

Outros, mais vagos, pensam num sistema religioso mundial, formado por várias religiões. anti-Deus, que, em última análise, estão sob o comando do diabo.

Em qualquer das hipóteses, tudo caminha para um grande ecumenismo.


Quando expus o cap. 13, sobre o anticristo, comentei os v.7-13 e 17. Resumo:

O conjunto de sete grandes impérios passados, presentes e futuros – as 7 cabeças da chamada besta, se concentra e se personaliza no oitavo rei que iria surgir – o anticristo.

Dez reis futuros (para João), contemporâneos com o anticristo (os dez chifres da besta), oferecerão unanemente ao anticristo a sua autoridade, tornando-o supremo. (v.13, 17)


v.14: Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele.

Mais um daqueles benditos parênteses.

Os reis da terra dão total autoridade ao anticristo, totalmente dominado pelo próprio diabo, e todos juntos lutam contra o Cordeiro (Armagedon). É muita força. Tudo parece perdido.

De fato, perdido está... mas para o diabo!

Como não conseguindo se controlar, João adianta no tempo e diz:

... o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis

Constraste espetacular, típico dos maravilhosos mistérios de Cristo: o Cordeiro é Rei!

E como o Rei dos reis poderia ser vencido pelos reis dos quais Ele é Rei?

E como o Senhor dos senhores poderia perder para esses “senhorezinhos”?


E mais: embora o Cordeiro tenha força para vencer sozinho, Ele se agrada de se fazer acompanhar pelos eleitos e fiéis que estão com Ele. E nós estaremos lá! Que honra!


v.16: Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo.

João retoma a descrição da queda da Babilônia-mulher-sistema religioso.

O anticristo cresceu demais e resolveu destruir a mulher, juntamente com os dez reis que lhe deram poder. A descrição é chocante, crua, brutal.


Veja que antes da ação de devastar e comer as carnes, havia o ódio.

Assim é o mundo do diabo: ódio - mesmo entre quem trabalha junto. Há pouco tempo, o anticristo e a meretriz atuavam juntos, formando uma grande e eficiente dupla.

Mas tudo por conveniências e interesse próprio.

Inveja, ciúme, desconfiança, desprezo, ódio – estava tudo lá. Assim é o reino do diabo.

Tão diferente do reino de Cristo: de amor, de honestidade, de justiça, de verdade!


17.18: A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da terra.

João agora deixa em segundo plano a Babilônia-mulher-sistema religioso e se concentra no final da Babilônia como cidade física.

Tudo é muito misterioso: Babilônia é sempre referida no singular, como se tratando de uma unidade, mas ao mesmo tempo a Bíblia fala de dois aspectos bem diferentes e distintos, quase como se fossem duas Babilônias – uma sendo um sistema religioso e outra, uma cidade.

E o próprio final de cada aspecto é diferente um do outro, incluindo a cronologia. Claro que, no fim, a Babilônia “total” estará extinta.

A ideia é que o anticristo e os dez reis associados exterminarão brutalmente o sistema religioso, para concentrar toda a adoração mundial no anticristo.

E Babilônia restará como gigantesco poder político, comercial e físico (cidade), mas totalmente desprovido do aspecto religioso que tinha antes.   


18.1-3

Um anjo poderoso e glorioso desce do céu para anunciar a queda da Babilônia.

Se a glória de um anjo ilumina toda a terra, quanto mais a glória de Deus e do Cordeiro!


* Anúncio da queda: Caiu! Caiu a grande Babilônia... (note a ênfase na repetição)

* Consequência da queda:

... se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável...

NVI: antro de todo espírito imundo antro de toda ave impura e detestável...
Não é claro se essa é uma situação antes da queda (e que a causou) ou se depois da queda. 

Isaias e Jeremias profetizaram sobre isso, embora seja difícil separar o que já aconteceu no passado do que será ainda futuro: Is 13.19-22; Jr 50.39; 51.37

Seja com for, fala de grande concentração de demônios e espíritos malignos (talvez até prisão de alguns).

Chocante o contraste entre o que essa cidade era antes (conforme veremos) e o que se tornou depois do julgamento de Deus.


Ah se os homens tomassem isso como alerta: por melhores e atraentes que sejam os prazeres da terra, são apenas fugazes, passageiros, em nada comparados com a terrível consequência do juízo de Deus, de consequência eterna.


* Três razões para a queda (outras virão à frente):

I) ... pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição.

Repetição de 17.2: ... com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra.

Babilônia-mulher e Babilônia-cidade, embora com aspectos diferentes, se confudem.

Ideia de massa de gente pelo mundo todo numa entrega desenfreada às paixões da carne, ao pecado, ao abominável a Deus - tudo sob a influência dessa cidade.

Comentei em pregação passada que essa prostituição e devassidão tanto deve se referir à imoralidade de fato (sexo ilícito, envolvendo orgias com bebidas e drogas), que ela praticava, fornecia e distribuia largamente pelo mundo, quanto à prática e incitação da idolatria, de falsas religiões, de adoração a demônios, ocultismo.


II) Com ela se prostituíram os reis da terra.

Repetição de 17.2: ... com quem se prostituíram os reis da terra

Não apenas o povo, mas os dirigentes mundiais estavam mancomunados com ela.

Também já comentei que era como uma prostituta riquíssima e de altíssimo padrão social, pois se vestia com luxo e se cobria de jóias e seus clientes eram reis na terra – ou seja, convivia e participava da mais alta esfera política e poderosa do mundo.


III) Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria.

luxúria: sensualidade, satisfação aos prazeres da carne.

Ênfase no aspecto comercial, compra e venda, troca de mercadorias, até de gente, com movimento pesado de dinheiro – tudo com base pecaminosa, carnal. Veremos depois.


Novo pronunciamento, também vindo do céu, talvez do próprio Deus/Cordeiro.

Esse pronunciamento é dividido em duas partes, cada um a um grupo diferente:

1ª parte do pronunciamento:

Dirigido ao povo de Deus.

v.4

Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos

...povo meu...: deve ser Deus falando ou um anjo em nome dEle.

Retirai-vos dela... para não participardes dos seus flagelos

Já comentei várias vezes sobre o princípio bíblico de Deus não querer que seu povo (ou outro que proteja) participe de sofrimentos causados por julgamentos de rebeldes.

* Ló foi retirado de Sodoma: Gn 19.12-13

* Queneus retirados de junto dos amalequitas: 1Sm 15.1-7

* Pessoas ao lado de Coré, Datão e Abirão foram alertadas: Nm 16.24-26

* Igreja de Filadelfia/igrejas da tribulação: Ap 3.10

A posição pré-tribulacionista se baseia exatamente nesse princípio, ao estender a promessa para Filadélfia a todas as igrejas existentes na época da Tribulação.


Pois aqui vemos mais uma vez esse princípio aplicado, agora aos crentes pós-arrebatamento que moravam naquela cidade.

Não sabemos o tempo que Deus deu para os crentes se retirarem.

Alguns vêem chamada evangelística, sendo “povo meu” referência a eleitos que ainda não tinham se convertido. Tipo: “Convertam-se ao Cordeiro e caiam fora daí!”.


Mais uma razão para a queda da Babilônia:

v.5

... porque os seus pecados se acumularam até ao céu: pecaminosidade excessiva, a ponto de chamar a atenção especial de Deus.


... e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou

Pena que Deus não se lembrou antes, certo? Nada disso!

É que chegou a hora de Deus levar em conta, se vingar da iniquidade dela.


Quando Deus parecer demorar muito a vingar uma causa sua, pense: o dia chegará em que Deus “se lembará” disso.


2ª parte do pronunciamento: v.6-8

Ou dirigido aos anjos executores do julgamento ou ao dirigido próprio Deus por um anjo:


v.6

Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela.

O que vemos aqui é vingança pura!

Rm 12.19 (que cita Dt 32.35) brilha aqui até ofuscar: A mim me pertence a vingança

Tudo de ruim que ela fez, terá de volta e ainda em dobro.

Isso é apenas o modelo de como funcionará a justiça de Deus no julgamento dos ímpios.

Todos os desejos de todos os crentes mártires e injustiçados serão satisfeitos – não extamente como eles imaginaram, mas de maneira perfeitamente justa e, por isso mesmo, talvez muito mais dura e exigente.


v.7:

7 O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver!

Essa cidade (o povo, especialmente os dirigentes) transbordava arrogância.

Glorificava a si mesma, se gabava e gostava de exibir riqueza e poder, vivia em luxúria.

Chamava a si mesmo de rainha, sentada e dando ordens.

Diz “viúva, não sou”, mas não fala em marido. O fato é que homem não lhe faltava, com toda a sua prostituição.

Pranto, nunca hei de ver: achava-se acima da possibilidade de sofrer, como se pudesse fazer o que bem entendesse. “Com dinheiro, eu compro. Com poder, eu amedronto. Com prazeres carnais, eu seduzo”.

Quantos poderosos pensam e agem assim!

Interessante é o vazio das suas afirmações. Tudo mentira, tudo ilusão. Estava a um passo de ser destruída! E através dos seus próprios aliados (usado por Deus).


Não nos impressionemos com arrogâncias e ameaças, mesmo dos que tem dinheiro, poder, charme, mas não tem Deus. A qualquer momento Deus os esmagará.


8 Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.

Contraste: “nunca verei pranto” x “num só dia sobrevirão os seus flagelos”. Patético!

Em vez de luxo e riqueza, fome. Em vez de alegria, farra, pranto. Em vez de vida de prazeres, morte!

Consumida no fogo: veremos na próxima pregação

... poderoso é o Senhor Deus, que a julgou

Não há possibilidade de deixar de ocorrer tudo o que o Senhor decretou. Ele tudo pode!


Na próxima pregação veremos:

* Três grupos lamentarão a queda da Babilônia-cidade e porque.

* O destino dessa cidade

* Opiniões sobre que cidade é essa

E na pregação seguinte, veremos Cristo voltando!


Que Deus nos abençoe. Amém!



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