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PREGAÇÕES

Série Apocalipse - 55 – Finalmente, Jesus volta!


Mauro Clark - 30/06/2019
72 minutos




Apocalipse 19.11-16

Finalmente, Jesus volta!

Ap 19.11-16


Finalmente, Jesus Cristo volta à terá, como todo o esplendor, mistério, poder, dignidade.

Que dia esperado, anunciado, profetizado!


v.11a

Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro...

Primeira vez que João fala em ter visto o céu aberto. Deve ter sido uma cena belíssima!

... cavalo branco: ideia de pureza, paz

... o seu cavaleiro...

Na forma de descrever o cavaleiro, João vai mesclando informações de diversos tipos, como se um quadro vivo espetacular fosse aos poucos sendo pintado à nossa frente. 

Vamos a esse “quadro”, ponto a ponto, à medida que João descreve o misterioso, poderoso e maravilhoso cavaleiro:


v.11b

... o seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça.

Primeiro nome, como se fosse um nome composto:

Fiel e Verdadeiro

Impossível não se lembrar de Jo 14.6: Eu sou o caminho e a verdade e a vida.

Observe que, à parte de Cristo, nenhum ser humano, a rigor, poderia estar incluído aqui:

Não há quem faça o bem, nem um sequer... com a língua, urdem engano... (Rm 3.13)


Atributo (implícito): justo. Tão justo que tudo que faz é com justiça, inclusive duas coisas:

a. Julga... (com justiça)

Quando a Bíblia chama Deus de justo Juiz, de Juiz de toda a terra, obviamente pode ser aplicado a Cristo, que é uma Pessoa divina.

Então, Justo, aqui, mais do que uma qualidade ou característica, é um atributo divino.


b. Peleja com justiça

Peleja: gr. πολεμεω polemeo: guerrear, lutar

A ideia de guerrear com justiça é interessante.

Até os homens, perversos como são, tem códigos de guerra.

Certo que em grande parte é hipocrisia, pois na hora de matar ou morrer a maioria não respeita e passa a funcionar o famoso “Na guerra vale tudo”.

Seja como for, existe a noção de que há modo justo e modo injusto de guerrear.

E o próprio Deus reconhece isso.

Com a revolta e queda de Satanás e entrada do pecado no mundo, passou a ser necessário Deus lutar contra a injustiça, o pecado, as agressões contra Ele.

Tornou-se o “Senhor dos exércitos” – 261 vezes na Bíblia!

Mas sua luta é limpa, correta, justa.

Interessante que essa afirmação é feita precisamente no momento em que o Cavaleiro vem para lutar.

Como se dissesse: “Prestem atenção na luta dEle – desde a causa pela qual Ele luta até o modo de lutar: com dignidade e em defesa da santidade e da soberania de Deus.


Como é que você luta? Com a esposa? Com os desafetos? No trânsito? Na justiça?


v.12a

Primeira descrição “física”:

Os seus olhos são chama de fogo (como João o viu em Ap 1.14).

Ideia de julgamento ou capacidade de perscrutar, ou ainda de poder de destruição.

v.12b: ... na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo.

Diadema: tipo coroa, símbolo de dignidade real.

Muitos: bem de acordo com quem é o Rei dos reis.

Temos então aqui o 3º nome do Cavaleiro. Qual é?

Ninguém sabe, apenas Ele mesmo: talvez indicando que Ele é imperscrutável.

Presume-se que esse nome esteja escrito em um ou em todos os diademas.


v.13

Está vestido com um manto tinto de sangue...

Sangue de quem? Duas opiniões principais, ambas bem razoáveis:

I) Dele próprio

Não teria sentido em se falar no sangue de Pai celeste. E nem do Espírito Santo.

Por outro lado, o sangue de Cristo é motivo central em todo o plano de salvação, espalhado pela Bíblia de capa a capa - começando com o sangue do carneiro que foi morto por Abraão, no lugar de Isaque; passando pelo sangue dos cordeiros espalhado pelas portas dos israelitas no Egito, expandindo-se para o sangue dos sacrifícios exigidos pela Lei e finalmente atingindo o próprio sangue de Jesus Cristo, que manchou a cruz. Esse exato sangue que agora manchava o manto do Cavaleiro, que é Ele mesmo.

E mais: esse sangue é lembrado na Ceia por milhões de crentes, há dois mil anos.


Que visão esplêndida para os crentes ressuscitados que virão com Ele.

E que alívio para os crentes vivos na terra a visão desse sangue. Ali está a garantia de salvação deles.

Como contraste, que terrível para os rebeldes na terra a visão desse mesmo sangue. Ali está a lembrança de que abriram mão da proteção que aquele sangue daria. E resolveram enfrentar a justiça divina por conta própria, como se seus atos não fossem totalmente contaminados pelo pecado.


II) Dos Seus inimigos, conforme Is 63.1-3. Como falei, também tem muito sentido.


Seja como for, é uma figura muito forte e impactante.


... e o seu nome se chama o Verbo de Deus

4º nome: Verbo de Deus

Se havia alguma dúvida da identidade do Cavaleiro, agora se dissipou de vez.

É só ler Jo 1.1-14! E também 1Jo 1.1

Verbo: gr. Logos: palavra, expressão.

“Jesus é o Logos, isto é, a Palavra, que é mais do que expressão falada: é Deus em ação, criando, se revelando e salvando” – Dicionário da Bíblia Almeida.


v.14

... e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro.

O Cavaleiro não está sozinho! Mas acompanhado de seguidores, também montados em cavalos brancos.

* São habitantes do céu.

* Muitíssimos – exércitos no plural.

* E não estão apenas O acompanhando, como numa parada solene.

São guerreiros, integrantes de exércitos e estão lá para lutar com Ele. (Apesar de não haver referências a armas deles).

* Estão vestidos de linho finíssimo, branco e puro – lembrando pureza, santidade, justiça. (Semelhante ao vestido da Noiva, a Igreja).

São anjos ou crentes ressuscitados? Há várias opiniões. Não sabemos. Talvez ambos.


Talvez em nenhum momento da história todas as dezenas de referências ao Senhor dos Exércitos tenham se manifestado de modo tão concentrado num só evento.

Que cena! Cristo montado num cavalo branco, vestido com um manto manchado de sangue, seguido por um exército de cavaleiros celestiais, cada um também montado em cavalo branco. Que foto! Que vídeo! Mas não precisaremos disso: nossos olhos verão!


João continua acrescentando mais características e atividades do Senhor Jesus Cristo:

v.15a

Sai da sua boca uma espada afiada...

Mais um aspecto da visão que João tivera no início do livro: ... da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes – Ap 1.16


Só que agora ficamos sabendo da função daquela espada afiada:

... para com ela ferir as nações

Não era uma espada decorativa, como militares usam em fardas de gala, nas paradas.

Era “para valer”, seria utilizada exatamente naquilo para o qual foi feita: para ferir, atacar, matar inimigos (muito mais do que para defesa).


Quando seria esse confronto?

Imediatamente a seguir, na chamada “grande ceia da Deus” (v.17-21), como veremos.


Ao falar nas nações, João acrescenta algo importantíssimo, provavelmente se referindo ao modo de Cristo se relacionar com elas, ao longo do Milênio, que logo seria inaugurado:


v.15b

... e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.

Reger: gr. Ποιμαινω poimaino: lit: apascentar, cuidar do rebanho, fig: reger, governar.

Mesmo na mesma frase, aqui a descrição deve ser de uma situação diferente da anterior.

O foco agora não é mais a espada de Cristo, mas um cetro de ferro na mão.

A atividade não é mais matar inimigos de todas as nações, mas controlar as nações que Ele dominou.


É impressionante como todo esse contexto de Apocalipse se entrelaça com o Salmo 2:

O clima de revolta do anticristo e seus aliados, prontos para enfrentarem Cristo na batalha final do Armagedom, na realidade, é o clímax de uma atitude arrogante do poderosos da terra contra Cristo desde que Ele veio ao mundo.

1 Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? 2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: 3 Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.


É espetacular sabermos o que tem se passado no coração de Deus todo esse tempo:

4 Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. 5 Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.

Todo o tempo de perseguição ao Cristianismo, aos crentes, estava nos planos de Deus e era soberanamente observado por Ele, ironicamente sorrindo, calmamente sabendo que um dia isso teria um fim e Ele cobraria tudo, com muito furor.


6 Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. 7 Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. 8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão.

Diálogo belíssimo entre Pai e Filho. E esse Filho bastaria pedir, e o Pai o estabeleceria como Rei e dono de toda a terra.

Esse momento estava chegando e logo se tornaria realidade:

Ap 19.16: Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: rei dos reis e Senhor dos Senhores.


É impressionante a semelhança das frases:

* Ap 19. 15b: ... e ele mesmo as regerá com cetro de ferro

* Sl 2.9: Com vara de ferro as regerás (NVI, melhor: as quebrarás) e as despedaçarás como um vaso de oleiro.

Pode parecer paradoxal ideia de pastorear com vara de ferro.

E pode soar estranha essa linguagem para um período como o Milênio, conhecido como de abundância de paz, de harmonia, de adoração ao Rei em Jerusalém.


Mas duas coisas devem ser consideradas:

1. A transição de um mundo altamente pecador e dominado pelo diabo e anticristo, para um reino de paz, terá de ser com espada, com guerra, com destruição física e perdição espiritual, através de julgamento e expulsão para o inferno (Mt 25).

É a ira de Deus sendo aplicada, como Apocalipse já falou muito até aqui.

E essa ira atingirá o seu clímax não apenas na Batalha de Armagedom, mas no julgamento dos pecadores ao inferno, que se seguirá à vinda de Cristo, conforme comentaremos.


2. Embora o Mesmo durante o Milênio comece apenas com pessoas salveas, as pessoas que irão nascendo serão haverá pecadoraes na terra. ,Grande parte se converterá a Cristo (contrário do que é hoje).

Mesmo assim, o número de pecadores vai crescendo ao longo dos mil anos. Tanto que, no final, quando o diabo for solto, haverá grande revolta contra Cristo. Ao longo desse processo, Cristo usará cetro de ferro para dominar pessoas, grupos e nações rebeldes.


No salmo 2, o autor se dirige aos poderosos da terra com um conselho, ou ameaça:

 

 


10 Agora, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. 11 Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor. 12 Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira.


Sirvam e temam a Deus e beijem e agradem ao Seu Filho. Quem não fizer isso, se dará muito mal. Um dia o Filho se inflamará e terá muita ira.

Exatamente como está escrito no nosso texto (e antes, no cap. 14):

Ap 19.15c: ...e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso

E, como expliquei, o exercício dessa ira não será apenas quando voltar e destruir o anticristo, mas ao longo do Milênio.


Encerro com a última frase do Sl 2:

v.12b: Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.


Para os rebeldes, que Lhe hostilizam, lhe odeiam, querem destruí-Lo: ira, furor, morte – física e eterna.

Para os que nEle se refugiam, felicidade!


Que Deus nos abençoe. Amém



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