PREGAÇÃO

Como seria o seu currículo como servo de Cristo?

Mauro Clark

2Co 11.16-33         11/10/2015          58 minutos


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(Por ser longo, deixamos de transcrever o texto bíblico. Sugerimos consultar diretamente na sua Bíblia)
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Conforme falei, o cap. 11 se compõe de duas grandes partes em que Paulo fala do seu ministério, com um intervalo no meio (11.12-15), quando concentra no ataque contra os seus acusadores.

Falamos da 1ª parte (11.1-11) e da denúncia contra os acusadores (11.12-15).

Hoje falaremos da 2ª parte da sua defesa (11.16-33).

 

No final do v. 15, Paulo retoma a linha de defender o próprio ministério, comparando-se com os acusadores.

Continua muitíssimo constrangido com tudo isso e com linguagem muito forte.

 

v.16,19-20

Como se dissesse: “É até bom que vocês me considerem insensato porque me sinto mais livre para dizer umas coisas que preciso”.

Volta à ironia: “Interessante, vocês se consideram sensatos, mas será sensatez tolerar (suportar) os insensatos?” (Referindo-se a ele próprio, ironicamente, e sinceramente aos acusadores).

Usa 5 verbos para expressar o que os falsos mestres estavam fazendo com eles:

escravizar: abuso na influência

devorar: metaf.: apropriar-se à força, arruinar

deter: agarrar, lograr pela fraude

exaltar-se: exaltados por eles mesmos, é claro

esbofetear no rosto: talvez literalmente, batendo na boca.

 

Linguagem fortíssima!

De fato, Paulo repete a queixa do v.4 de que eles toleravam os falsos mestres.

Só que ali, os falsos mestres são acusados de pregar outro Jesus e outro Evangelho e de terem espírito diferente dos que eles haviam recebido.

Ou seja, o conteúdo do que ensinavam era falso.

Agora, a acusação é pelo comportamento pessoal deles: tirânico, possessivo, implacável e até cruel.

 

É incrível como os irmãos de Cortino se deixaram levar a tanto.

A explicação? Boa intenção somada com ingenuidade.

Veja que a ingenuidade deles não os livrou de uma profunda repreensão de Paulo.

 

O crente deve amar até os inimigos, não deve ser vingativo, deve ser pacífico, mas, ao mesmo tempo, não deve se deixe abusar:

Jesus: foi firme com o soldado que O esbofeteou: Jo 18.23

Paulo: At 16.36-39 e 22.24-29

Atitudes para com o insensato: Pv 14.7; 23.9; 24;7; 26.1,6,8; 29.9

 

Ser pacífico demais, deixar-se abusar pode trazer muito prejuízo.

A igreja de Corinto estava sofrendo um grande dano, correndo altos riscos e causando muito sofrimento ao apóstolo Paulo.

 

v.17-18,21

“Aqui estou por minha conta, fazendo diferente dos padrões de Cristo, quase como uma loucura de me gloriar por vaidade pessoal. Eles se gabam assim, por vou me gabar também. Sei que isso é fraqueza, mas que seja assim”.

(Isso não significa que a passagem não seja inspirada).

 

Neste ponto, fala de três áreas:

1. Descendência física:

v.22

Os termos são equivalentes: “pedigree” totalmente judeu.

 

2. Sofrimentos físicos no ministério

v.23-27

São ministros de Cristo? Eu ainda mais

Paulo já disse que eles não eram ministros de Cristo. Mas é como se dissesse:

“Eles baseiam a afirmação de que são ministros de Cristo pela lista de atividades? Pois vejam a minha!”

É impressionante o “currículo” das atividades e dos riscos e do próprio sofrimento dele.

Nove vezes “perigo de...”

 

Além do sofrimento físico, imagine o constrangimento dos açoites, das varas, apedrejamento, nudez.

 

Certo que não precisamos passar por tudo isso para ser considerados fiéis.

Cada uma tem suas circunstâncias pessoais.

Mas você está disposto a sofrer fisicamente por Cristo, caso preciso? E a enfrentar situações de constrangimento por Ele?

 

3. Pressões internas

v.28-29

preocupação: gr. μεριμνα merimna: cuidado, ansiedade

Acho interessante ter quem afirme de modo taxativo “Ansiedade no crente é pecado!”

Será que Paulo está falando como se estivesse confessando um pecado?

É o contrário: a preocupação com as igrejas é prova da autenticidade do apostolado dele.

A ansiedade é pecado quando envolve um estado de falta de confiança em Deus, de não conseguir esperar em Deus, etc.

Mas não esse tipo de preocupação de Paulo.

 

E mais: ele se preocupava diariamente!

Ele cita dois exemplos do tipo de preocupação:

a. O enfraquecimento de irmãos. Ele se enfraquecia ficando triste, se preocupando

b. Quando alguém se escandalizava, ele se inflamava (grego: queimar) ficava indignado com que causara o escândalo.

 

Tudo bem que você não tenha sensibilidade pastoral com os altos e baixos das ovelhas.

Mas algum tipo de sensibilidade é esperado do crente.

Sabe o que melhora automaticamente a sensibilidade? Envolver-se!

 

v.30

Neste ponto há uma guinada na mente de Paulo.

Em vez de se gloriar em grandes feitos, agora Paulo se volta para as fraquezas.

E vemos o início do que se tornou um dos trechos mais belos e conhecidos na Bíblia: os dez versículos iniciais do cap. 12, que veremos na próxima pregação.

 

Mas, antes disso, fala de uma experiência de fraqueza ou seja, de fuga:

v.31-33

O arrogante Saulo de Tarso com ordens das autoridades de Jerusalém para prender crentes, entra em Damasco com uma comitiva e sai como Apóstolo Paulo, fugindo dentro de um cesto! Que belo contraste!

Para muitos, um contraste deprimente. Para Paulo, um contraste honroso, cuja fraqueza aponta para a glória de Deus.

 

Que riquíssimo exemplo de vida, de serviço a Cristo.

Não é à toa que Paulo disse para sermos imitadores dele.

Que Deus nos abençoe. Amem 

Mauro Clark, 67 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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