PREGAÇÃO

Série Apocalipse - 53 – Ap 18.9-24: Babilônia: grande sistema anti-Deus 4

Mauro Clark | 16/06/2019
64 minutos

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Babilônia: Grande sistema anti-Deus - 4

Ap 18.9-24

 

Terminei a última pregação prometendo ver:

* Três grupos lamentarão a queda da Babilônia-cidade e porque.

* O destino dessa cidade

* Opiniões sobre que cidade é essa

Vejamos:

Três grupos chorarão e se lamentarão com a queda da Babilônia-cidade:

1. Os reis da terra

v.9-10

Interessante: vimos que Babilônia religião foi totalmente destruída pelo anticristo e os dez reis que lhe deram poder.

Então por que agora os mesmos reis estão lamentando a queda da cidade?

Eh que os reis destruíram o aspecto religioso da Babilônia, mas quem destruiu a cidade foi Deus, num grande incêndio.

Eles não queriam a destruição da cidade. Ao contrário, queriam usufruir dos prazeres e dinheiro daquele gigantesco sistema político e comercial, sem o aspecto religioso (agora concentrado no anticristo).

 

grande cidade... poderosa cidade: não há dúvida de que se trata de uma cidade literal.

A cena devia ser tão apavorante que os reis e presidentes nem quiseram chegar perto.

Interessante é que o texto diz o motivo do distanciamento:

medo do seu tormento (tormento: tortura, desgraça, sofrimento severo).

Tanto poder, tanta luxúria, tanto dinheiro, de repente... medo!

O pavor, o terror, está sempre a um segundo de quem não tem Deus, mesmo com poder e riqueza. Especialmente quando se trata de julgamento de Deus e de coisas eternas.

Os crentes continuam tendo certo medo em certas circunstâncias (até por instinto), mas jamais pavor de um Deus irado, ou de abandono, ou pânico do sofrimento eterno!

 

O teor do lamento: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.

Visivel o choque dos reis em ver tamanho poder e grandeza destruído de repente.

... um só hora: não que a destruição total da cidade durou exatamente uma hora. Mas que o juízo chegou de rapidamente e o estrago foi total, impossível de recuperar.

Contraste com o "pranto, NUNCA hei de ver", do v. 7!

 

... chegou o teu juízo: eles sabiam que não era um incêndio qualquer, mas questão de julgamento divino!

Impressionante que, mesmo com essa conscientização, não se arrependiam!

 

2. Os mercadores da terra

Motivo para o lamento:

Ler v. 11-14

... já ninguém compra a sua mercadoria: acabou a fonte do lucro.

Que mercadoria? Impressionante o registro que João faz: em torno de trinta itens!

... almas humanas: ou seres humanos (no caso, repetição de "escravos") ou aspecto espiritual, com todo tipo de pactos demoníacos.

... nunca jamais serão achados: literalmente na própria cidade e o acesso em outros locais seriam inviabilizados pelo fim do comércio.

 

v.15-17a

... conservar-se-ão de longe, pelo MEDO do seu tormento (v.15)

Novamente, medo! Todos com medo de chegar perto.

 

Os comerciantes (como os reis) ficaram chocados ao verem tanto poder e riqueza se acabando tão rapidamente.

 

Terceiro grupo:

3. Todo piloto e todo marinheiro

ler v.17b-19

Reacao parecida com a dos reis e dos comerciantes:

I. Também se conservaram de longe.

Observe como todos se afastaram!

Ideia de solidão no sofrimento de julgamento divino.

Quando Deus julga um pecador não arrependido, não há ninguém para interpor.

Quando Deus julga um crente, Cristo diz: "Esse já foi julgado em mim. Está livre!"

Quando Deus julga um crente, Cristo diz: "Esse já foi julgado em mim. Está livre!"
No céu, a ideia é de companhia, comunhão em alegria santa.

No inferno, a ideia é de desespero, ranger de dente... tudo em solidão!

 

II. Também chocados com a violência, magnitude e a rapidez do estrago.

 

III. Profundo lamento, também com choro amargurado. Parece que o motivo é o mesmo: perda de lucros ou mesmo do ganha pão.

Acho possível haver também alguma pena, compaixão, além de "Quando será a minha vez?"

 

Nova pausa na descrição da queda, para se dirigir ao povo de Deus:

v.20: Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa.

Impressionante: os santos são incentivados a vibrar com a queda de Babilônia.

 

E como ficam passagens como Pv 24.17-18; 17.5b; Rm 12.15?

Essas passagens tratam de nosso sentimento pessoal quando pessoas hostis a nós sofrem, no dia a dia da vida. É uma questão de relacionamento humano, envolvendo inclusive a questão da vingança, que nos é proibido.

Aqui é diferente, pois trata-se de um julgamento formal de Deus contra um mundo pecador, rebelde, extremamente agressivo a Ele.

É o próprio Deus se vingando pessoalmente. E isso deve alegrar os que são dEle.

Afinal, quando Deus se vinga, Ele está exercendo justiça, está agindo como Santo, como justo Juiz, está se glorificando como Deus soberano!

E o crente não deveria se alegrar com isso?

Aliás, qualquer coisa que Deus faça deve ser motivo para o crente se alegrar.

 

Destino final da grande, depravada e ímpia cidade:

Ler v.21-23

Conforme Jr 51.61-64, parece que a pedra foi apenas um modelo para mostrar que Babilônia seria tão destruída que desapareceria da face da terra.

 

v.22 e 23 descrevem como havia sido a grande cidade: festas, muita música, produção artística e trabalho produtivo, vida social com casamentos, etc.

... seduzidas pela tua feitiçaria: tudo isso era feito de modo pecaminoso, misturado com misticismo, idolatria, paganismo, satanismo – tudo muito abominável a Deus.

 

E afinal, que cidade é essa? Não sabemos.

Sugestões: As duas mais frequentes: Roma, capital de um império reconstruido e Babilônia literal, reconstruída.

Meca (Islã): sugestão moderna, ainda não muito popular, mas séria e digna de atenção.

Uns poucos falam em Jerusalém, mas não vejo como poder ser. Outros apontam Nova Iorque. E várias outras sugestões.

O fato é que não sabemos, mas no momento em que ocorrer, ficará muito claro.

Seja como for, se for alguma dessas, precisará acontecer coisas tão grandes e profundas, que tem pouco a ver com o que são hoje.

Um coisa é certo: se Deus não deu mais detalhes é porque não quis que soubéssemos e isso não diminiu a importância do que podemos aprender seguramente com Apocalipse.

 

v.24

E nela se achou sangue de profetas...: Obviamente refere-se à cidade do v.21b.

Agora veja 17.6:

Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto.

Quase repetição, só que falando da Babilônia-sistema religioso.

Mais uma vez vemos que há um sentido em que ambas formam um só.

Babilônia - seja religião anti-Deus, seja poderosa organização política-comercial-econômica, seja cidade física (a referida aqui por João ou mesmo as que serviram de modelo para essa – Babilônia de Nabucodonosor, Roma dos césares antiga, Meca representando o Islã), todas elas foram grandes perseguidoras de crentes.

E no presente crentes ainda são perseguidos por grupos que, de alguma forma, tem a mesma atitude de Babilônia. E no futuro, acontecerá exatamente como está predito, para a verdadeira Babilônia que surgirá.

 

O fato é que a última frase antes de passar para a vinda de Cristo relembra e enfatiza a perseguição aos crentes.

Deus nunca esteve desatento ou inerte quanto ao sofrimentos do seu povo.

Chegou a hora de dar um Basta nisso. Chegou a hora de chegar de ser exercida a justiça divina, que será feita pelo Filho de Deus, o Reio dos reis e Senhor dos senhores.

Que Ele venha!

 

Que Deus nos abençoe. Amém

 

 

Mauro Clark, 67 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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