PREGAÇÃO

Avaliação do grupo (Série COMUNHÃO NA IGREJA 4 de 4)

1Jo 1.3-7      61 minutos      26/01/2014         

Mauro Clark


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Continuamos e terminamos aqui a palestra “Eu, você, nós”, sobre COMUNHÃO na igreja.

Não uma comunhão entre pessoas que têm em comum o fato de morarem num mesmo prédio, ou de torcerem por um mesmo time, ou por serem da mesma profissão.

Mas comunhão eminentemente espiritual, do tipo de que falou o apóstolo João em

1Jo 1.3-7: comunhão entre pessoas que tem em comum o fato de andarem na luz de Cristo e terem tido seus pecados perdoados por Ele.

 

Falei que um boa comunhão na igreja envolve 3 partes:

1) Você próprio (eu, do seu ponto de vista).

2) O outro (você, do seu ponto de vista).

3) Todos juntos.

 

Já comentamos sobre os itens 1 e 2 e hoje falarei da terceira, explorando 1Jo 1.3-7.

 

Terminei a última palestra dizendo:

Uma vez que você está bem auto-avaliado e preparado para comungar com a igreja e   altamente motivado para se relacionar individualmente com cada irmão, vamos examinar a receita bíblica para que a igreja, como um todo, tenha uma comunhão altamente saudável e agradável a Deus.

 

3. NÓS: o grupo como um todo

1Jo 1.3-7: a receita básica para uma comunhão saudável numa igreja tem 2 elementos:

 

I) Comunhão com cada Pessoa da Trindade (Pai, Filho e, embora não aqui, Espírito Santo).

v.3

A comunhão entre nós está baseada na revelação bíblica sobre Jesus Cristo e é uma comunhão intimamente relacionada com a nossa comunhão com o Pai e o Filho.

Pergunta: o que a igreja pode fazer para EQUIPAR seus membros a terem comunhão pessoal com Deus?

 

Duas coisas:

a) Pregar a Palavra com muita seriedade (ensinado quem é Deus, quem somos nós, etc.)

b) Tentar uma prática na igreja coerente com o que esta Palavra ensina.

Embora existam algumas fontes de ensino (classes, grupos na igreja (casais, jovens), estudos em casas, etc., a principal fonte desta pregação é o púlpito.

O crente que por qualquer coisa perde uma pregação do pastor, está desprezando uma importantíssima fonte de crescimento espiritual (incluindo a comunhão com Deus).

 

Notem que falei sobre a igreja “equipar” o membro a ter comunhão pessoal com Deus.

De fato, a igreja só pode chegar até aí.

A comunhão pessoal é iniciativa de cada um. Não há pastor, igreja, pregação, livro, vídeo, que faça você ter comunhão com Deus se esta não for uma decisão estritamente sua.

E uma decisão que lhe leve a buscar intensamente essa intimidade com Deus.

Exemplos:

* Davi: Sl 63.1; 5.3; 143.6

* Filhos de Coré: Sl 42.1-2; 84.1-2

* Remanescente de Judá: Is 26.8-9

Jesus disse claramente como deve agir o que tem sede dEle, o que deseja comunhão com Ele: busque-O: Jo 7.37

Ninguém pode beber água por você. Ninguém pode ter intimidade com Cristo por você!

Se a igreja conseguir equipar cada irmão a ter comunhão com Deus, será riquíssima na comunhão entre si.

 

II) Andar na luz

Interessante: João diz que Deus É LUZ (v.5) e ANDA NA LUZ (v.7)!

A primeira fala de um atributo intrínseco a Deus: glorioso, verdadeiro, irradia beleza, pureza, santidade. E ao ser luz, é também iluminador.

A segunda fala das ações de Deus: age com retidão, com justiça, com a Verdade.

 

Antes de dizer que precisamos andar na luz, João diz que se fizermos o contrário, andando nas trevas, mentimos se dissermos que temos comunhão com Deus.

 

Andar nas trevas: fechar nosso coração para a entrada dos raios de luz de Cristo, com pouca visão para enxergar as coisas espirituais e desprezando a iluminação que o Espírito Santo nos oferece.

Resultado: pouco deleite com as coisas do alto, pouca sensibilidade para o pecado, resultando em práticas pecaminosas, como antes da conversão.

 

Andar na luz: o contrário da descrição acima: abrir o coração para o máximo de iluminação que Cristo quiser nos brindar, pelo Espírito Santo.

Isso nos tornará profundamente intolerantes com o pecado.

Quem anda na luz começa a vibrar cada vez mais com as práticas cristãs, quer aprender mais e mais de Cristo.

E quanto mais aprende, mais quer amar como Ele amou.

 

Então, o que anda na luz pode dizer que tem comunhão com Deus e com os irmãos.

 

O mesmo papel da igreja na comunhão do crente com Deus vale para o andar na luz.

A igreja procura dar todas as condições para que o crente se entregue cada vez mais às coisas de Deus, a uma vida cheia de luz, odiando mais e mais os seus pecados.

Agora, ir ou não por esse caminho é uma decisão pessoal de cada crente, seguido de lutas e vitórias.

 

v.7b:

João diz que nossa comunhão com Deus, o andar na luz e nossa comunhão mútua só é possível por causa do poder purificador do sangue de Jesus em cada um.

Duas coisas:

a) Comunhão verdadeira somente existirá entre pessoal salvas, regeneradas.

A presença de membro não salvo é extremamente danosa à igreja. Daí o cuidado que a igreja precisa ter ao aceitar novos membros e manter uma membresia comprometida.

 

b) O crente deve estar sempre lembrado que tudo na sua vida cristã (incluindo comunhão com Deus e com os irmos), tem como base o sangue de Cristo que lhe salvou.

 

Em suma, uma igreja cujo esforço leve os crentes a terem comunhão pessoal com Deus e andarem na luz, terá alto nível de comunhão entre os membros que compõem o corpo.

Será uma igreja extremamente bem sucedida.

Que a Luz do Mundo tenha a felicidade de seguir por esse caminho!

 

Que Deus nos abençoe.

Mauro Clark, 69 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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