PREGAÇÃO

Curando com muito carinho

Mauro Clark | 24/02/2013
56 minutos

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38 Deixando ele a sinagoga, foi para a casa de Simão. Ora, a sogra de Simão achava-se enferma, com febre muito alta; e rogaram-lhe por ela. 39 Inclinando-se ele para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou; e logo se levantou, passando a servi-los.
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Passagem à primeira vista insignificante.

Com tantos milagres poderosos de Jesus, quem atentará para uma simples febre?

Esse raciocínio pode até ter lógica.

Mas, porque o Espírito Santo Santo quis que TRES EVANGELISTAS registrassem esse fato aparentemente tão banal?

Porque deve ter conter lições importantes que Ele quis transmitir:

 

Jesus saiu da sinagoga (com Tiago e João - Mc 1.29) e foram à casa de Pedro.

A sogra dele estava com febre (veja só, o primeiro dos “papas” casado).

 

Fico imaginando a mulher de Pedro, antes de eles chegarem:

"Meu marido deixou tudo para seguir Jesus, que anda curando pessoas por aí. Aqueles que O seguem já se sacrificam tanto, que deveriam pelo menos ter uma recompensa especial e ter saúda na família. Pedro é o líder dos apóstolos, até o nome dele foi mudado (para “pedra”), ele é tão fiel, e a minha mãezinha aqui, sofrendo no fundo de uma rede.”

 

Que a mulher de Pedro tenha pensado isso, é pura especulação minha.

Mas que esse tipo de pensamento ocorre nos crentes, não é imaginação, é a realidade.

Volta e meia estamos nos sentindo uma espécie de vítima, como se o nosso sofrimento fosse meio injusto, afinal “somos tão dedicados e fiéis.”

 

Não é para ser assim.

Estamos tão expostos ao sofrimento quanto qualquer outro - aliás, talvez até mais! (Perseguições, inimizades, etc)

Jesus não iludiu: ... tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24)

 

Voltando:

Jesus chega na casa e soube que a sogra de Pedro estava com febre.

 

INCLINANDO-SE Ele para ela... - Lc 4.

Então, aproximando-se, TOMOU-A PELA MÃO - Mc 1.31

 

Mais uma vez, Jesus pronto fazer o bem.

Ele podia ter curado lá da sala, sem ter ido até ela.

Mas foi lá, inclinou-se e LHE TOMOU PELA MÃO.

Linda a ATENÇÃO PESSOAL, a TERNURA com que Ele trata aquela senhora.

Talvez aquele mão estendida tenha dado a ela muito mais conforto do que a própria cura.

Já imaginou O OLHAR DE JESUS enquanto estendia a Sua mão?

 

Nossa geração presta pouca atenção às necessidades dos outros:

- pouco tempo, tudo é muito rápido

- complicações legais e burocráticas

- cada vez mais gente

O homem moderno mal tem condições de cuidar dele próprio.

Ainda mais de outros. (Não estou desculpando).

 

Isso reflete diretamente também na FALTA DE CALOR HUMANO que damos às pessoas.

Por melhor que seja uma ajuda financeira, por exemplo, dinheiro não tem calor!

 

Qual foi a última vez que você tomou alguém sofrido pela mão e olhou dentro dos olhos?

 

Agora algo interessante: Jesus atendeu à senhora porque alguém INTERCEDEU por ela:

rogaram-lhe por ela (grego: pedir, implorar, orar)

Não apenas comunicaram a Ele que ela estava doente, mas PEDIRAM que Ele a curasse, INTERCEDERAM por ela.

Não que Ele estivesse com má vontade (Ele NUNCA estava com má vontade para fazer o bem. Ele veio ao mundo para isso!

 

Mas o que chama atenção é a INICIATIVA dos outros em interceder pela senhora

doente, porque eles mesmos nada podiam fazer.

 

Quando você chegar ao limite da condição de ajudar, não é para cruzar os braço e dizer “Lamento muito!”.

Chegou a hora de ROGAR para Jesus ir lá! Ele continua tão pronto quanto naquele dia!

Nós é que PEDIMOS POUCO, talvez apenas dizendo: “Senhor, tem alguém doente ali!”

Mas não foi isso que Pedro e os outros fizeram. Eles ROGARAM, IMPLORARAM.

É assim que devemos fazer.

 

Quantas vezes Jesus já se “inclinou”, já “tomou pela mão” atendendo a um pedido seu?

 

Voltando:Interessante como Lucas descreve a cura:

repreendeu a febre e esta a deixou

 

Observe:

1. Contraste: à mulher, carinho. À febre, repreensão.

Ele sabe que a doença é inimiga do homem e está aqui por causa do pecado, que Ele odeia. Quando soube que Lázaro havia morrido, Ele comoveu-se no Espírito e chorou.

 

2. A febre obedeceu na hora, como se fosse a coisa mais natural do mundo: autoridade total dEle até sobre o vírus de uma doença!

Tudo bem que não fiquemos obcecados por cura direta (como alguns pentecostais). Por outro lado, não fiquemos obcecados por médicos e remédios, creditando a eles a cura.

Direta ou indiretamente, Cristo é quem cura. Sempre!

 

Conseqüência da interferência dEle:

Ela se levantou E OS SERVIA

Em vez de se apressar a fazer as suas obrigações que certamente estavam atrasadas, a maneira dela COMEMORAR foi servi-Ios!

Como se tudo o mais tivesse de repente ficado secundário.

 

Se imaginarmos o seu serviço a Cristo e aos irmãos como uma forma de COMEMORAR a sua salvação, pergunto: como está a intensidade dessa comemoração?

Ela é tão forte e viva e alegre que tudo o mais parece secundário para você?

 

E você, amigo, muito mais importante que ser curado de uma febre, é da doença mortal do pecado. Peça perdão a Cristo e implore por salvação.

 

Amém

Mauro Clark, 67 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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