
O livro de Atos termina assim:
Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo. - At 28.31
Mesmo em prisão domiciliar, o grande apóstolo podia pregar livremente.
E vemos o contraste: preso, mas com a língua solta!
Não é difícil imaginar qual tipo de liberdade era mais importante para Deus!
Para nós, que somos míopes para as coisas espirituais, a tendência é logo ficar com pena de Paulo por ter ficado dois anos sem poder sair de casa. Claro que permanecer trancado à força é muito ruim e merece pena mesmo. Mas não devemos jogar aí o primeiro foco da nossa avaliação. A prioridade são os interesses do reino do Deus. Por esse ângulo, portanto, o comentário mais afinado com o alto seria: Puxa, que beleza, Paulo pregando por dois anos seguidos a dezenas de pessoas que o procuravam no coração do Império Romano.
Quando se sentir preso por uma doença, uma impossibilidade, distância, falta de recursos, qualquer situação que não lhe dê o tipo de liberdade que gostaria, pense: Mesmo nesta circunstância incômoda, a minha língua está solta para pregar o Evangelho? Meu espírito, que já foi arrancado do império das trevas, está feliz por ter liberdade para divulgar as maravilhas da salvação? Deus tem enviado pessoas até mim, dando-me o privilégio de falar de Cristo para elas?
Isso é LIBERDADE, irmãos!
© 2004-2026