
Vontade de adorar
Veja o seguinte texto em Ap 4.8:
E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.A primeira coisa que vem à mente é ficarmos curiosos em saber quem são exatamente esses quatro seres. Como ninguém sabe e todo mundo especula, terminamos ficando com uma pontinha de frustração em passagens como esta.
Que pena! Procurando entender o que não é para ser totalmente compreendido, esquecemos de perguntar: e o que podemos de fato aprender de uma passagem desta?
Eu diria: muita coisa! Mas aponto agora apenas uma.
Veja bem: esses seres viventes adoram a Deus dia e noite, sem parar. Ora, Deus não aceita adoração de fachada, mecânica, fria. Exatamente por isso Ele nos criou como seres racionais e não robôs, programados para dizer continuamente coisas lindas sobre Ele. Isso nos leva a concluir que os seres viventes estavam prestando uma adoração quente, sincera, do fundo do coração.
Agora vem o ponto: já pensou o tamanho da alegria nos corações desses personagens para ficarem continuamente, dia e noite, prostrando-se e glorificando a Deus? A expressão no grego traduzida por sem descanso pode significar também sem interrupção. Não é que eles ficavam cansados de tanto adorar. Mas faziam isso sem parar. E se era aceitável por Deus, então era uma atitude sincera, uma expressão espontânea vinda de dentro de uma alma alegre, apaixonada por Deus.
Provavelmente o que encontraremos de mais gostoso no céu, nem será a ausência de dores ou de sofrimentos. Mas a presença de uma alegria indizível no coração, uma vontade de adorar, de se dar, de glorificar, no Espírito, ao nosso Pai e ao Cordeiro ao Seu lado!