PREGAÇÃO

José: largueza no perdão (Séries GÊNESIS 48 de 55 e José 8 de 14)

Gn 45.1-8      60 minutos      26/06/2016         

Mauro Clark


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v.1-4

Terminamos a pregação passada dizendo que a emoção ainda não havia chegado ao ponto máximo. Agora chegou! José não se aguenta mais e resolve se revelar.

 

vive ainda meu pai?

Ele sabia que Jacó vivia, mas queria muito mais detalhes, falar mais dele.

 

não lhe puderam responder porque ficaram atemorizados perante ele

Que susto! E agora: qual seria a reação de José? Vingança?

Eles eram como pó nas mãos de José.

Um pensamento vem à mente: “Ah, se eles tivessem adivinhado que José chegaria a tal posição, jamais o teriam tratado tão mal”.

 

Quando algo semelhante ocorre conosco, tendemos a pensar assim, mas é errado.

Primeiro, porque esse tipo de “se”, olhando para o passado, é inócuo.

Segundo, porque mesmo se pudéssemos prever, esse não seria o motivo principal para deixarmos de tratar mal as pessoas!

Precisamos tratá-las bem, com dignidade, em qualquer situação!

 

Quanto a esse assunto de como tratar as pessoas, quero afunilar para uma determinada Pessoa: Jesus Cristo.

Ah, se as pessoas tivessem noção de quem é Jesus Cristo, dariam muito mais atenção ao que Ele diz.

Amigo, um dia todos vão prestar contas perante Ele.

E todos os que O rejeitaram ficarão mudos de pavor.

Por outro lado, Ele é único, pois pode lhe dar a salvação.

Além do mais, quanto ao futuro de Cristo, todos sabem: Ele é Deus, sempre será Todo Poderoso e irá receber no céu os dEle e condenar ao inferno os que O rejeitaram.

Como você O tem tratado?

 

Voltando:

José dispensa resposta e pede que os irmãos se aproximem para o virem mais de perto.

 

v.5-6

Com os irmãos mudos, José dá a sua explicação para tudo o que houve.

a quem vendestes para o Egito (v.4) e por me haverdes vendido: duas vezes.

Deve ter doído essas palavras nos ouvidos dos irmãos.

Mas José não queria maltratá-los, apenas evidenciar a malignidade do que fizeram e valorizar o perdão que lhes dispensaria.

Incrível: em vez de acusá-los, José os alivia! (v.5)

Como explicar? Afinal, não era importante que os irmãos, além de lembrados do mal que fizeram e se arrependessem profundamente?

Sim, claro que era. Só que isso já havia acontecido.

Conforme comentei na pregação passada, José levou a angústia dos irmãos a níveis altíssimos para provocar neles reflexão no que fizeram, se arrependessem e prestassem contas com Deus.

E tudo indica que foi exatamente o que aconteceu. Reconheceram que Deus havia encontrado a iniquidade deles.

Não diz explicitamente que se arrependeram, mas fica evidente e José percebeu.

Então, para que esmagá-los ainda mais?

A hora de ser duro havia passado.

Agora, mesmo sem esconder o pecado deles, entrava em cena a largueza, o perdão.

 

Lembram de Alguém que em vez de esmagar o pecador arrependido, alivia o seu fardo? E que não apagava a chama que já ia se apagando? E que não esmagava uma cana que já estava amassada? Mt 11.28-30; Mt 12.20

Vemos então José como tipo de Cristo, aqui.

Você, crente: mesmo confrontando o outro em pecado, sempre seja largo, compassivo.

Você, amigo: se você quer perdão, alívio, corra para os pés de Cristo!

 

Voltando:

No v.5 José dá uma valiosa lição sobre a SOBERANIA de Deus, dizendo que Deus é quem o enviara adiante da família

Deus era o grande arquiteto dos planos. Deus estava por trás das ações humanas.

 

Interessante: o método que Deus utilizou para José chegar no Egito foi muito sofrido para ele, José. Mas José não mostra o menor ressentimento.

 

Há crente que está pronto para reconhecer alegremente Deus em sua vida, mas enquanto vai tudo bem.

Quando chegam problemas, a alegria desaparece, para de glorificar a Deus e tem de se controlar para não murmurar de Deus.

Mas o crente deve se dispor a participar ativamente dos planos de Deus, mesmo que isso implique em sofrimento.

Numa máquina, algumas peças são rapidamente gastas e tem que ser substituídas. Outras, demoram anos.

Assim é no trabalho de Deus: alguns são mais exigidos do que outros.

Você está pronto para ocupar qualquer posição, mesmo com ALTO DESGASTE?

 

Voltando, vejamos o MOTIVO pelo qual Deus mandou José:

v.7: conservar vossa sucessão e para preservar a vida por um grande livramento

Não apenas da família de Jacó, mas de todo o Israel, que ocorreria 400 anos depois.

 

Agora, além de repetir que Deus o enviara, acrescenta algo curioso:

v.8:

NÃO fostes vós que me enviastes para cá e, sim, Deus...

Mas foram eles, sim!

Como explicar? É que Deus estava por trás. Deus quis que eles agissem daquele modo. E eles não poderiam ter agido de modo diferente.

Então os irmãos não tiveram culpa?

Tiveram, sim. Cada um era pessoalmente responsável pelas próprias ações.

Uma coisa não anula a outra. É um mistério, mas é assim!

O fato de Deus estar cumprindo Seus propósitos por trás das ações dos homens, não livra ninguém de suas responsabilidades.

 

Coisa boa é quando o crente para de lutar contra essa lógica, desiste de entender, joga-se nas mãos de Deus, resolve confiar e aceita de todo o coração que, mesmo responsabilizando cada pessoa, Deus está por trás de tudo o que nos acontece.

 

Quando chega a este ponto de fé, o crente...

* Perdoa com mais facilidade. Isso foi claramente o que aconteceu com José.

* Torna-se menos amargo com os próprios problemas. José não mostrou amargura.

* Resiste melhor ao desânimo: José sempre falava em Deus, como se não desistisse.

 

Continuaremos na próxima pregação.

Que Deus nos abençoe. Amém

 

Mauro Clark, 72 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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