PREGAÇÃO

Mas eu não sei como agradar a Deus!

Mauro Clark

Mq 6.1-8         31/01/2016          54 minutos


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Miquéias: em torno de 700aC, em Judá. Denunciou Judá e Israel.

 

v.1-2: O profeta abre caminho para o que Deus vai falar contra Israel, adiantando que há uma contenda de Deus com Israel.

 

v.3-5:

O povo andava reclamando de Deus, que Deus os havia cansado.

Deus os desafia a dizerem o que Ele tinha feito de ruim contra eles.

Ato contínuo Deus lembra os grandes feitos a favor de Israel.

 

v.6-7: O profeta, personificando o povo, compreende que está em falta contra Deus e que não será com holocaustos, sacrifícios de animais, muito azeite, que conseguirá agradá-Lo. E nem mesmo com o sacrifício humano, que Ele tanto abominava.

Parece que havia algo de sincero no desejo do povo de agradar a Deus, mas não sabiam como.

 

v.8: Agora Miqueias se dirige diretamente aos ouvintes:

“Não tem sentido vocês ficarem imaginando meios de agradar a Deus, pois vocês já sabem precisamente o que Ele quer. Ele já disse há 700 anos, quando deu a Lei via Moisés. E o que Ele disse é bom, é ótimo, é o que serve”.

E resume num só ponto tudo o que Deus queria deles:

Que praticassem a justiça

Não apenas que fossem justos e razoáveis com os outros, mas que cumprissem a lei, que vivessem conforme o que Deus tinha determinado.

Em termos comportamentais, claro que incluía ser justo. Mas muito além: honestidade, integridade, bom vizinho, etc.

E mais importante ainda: em termos espirituais, que tivessem um só Deus, se dedicassem a Ele, colocassem-no em prioridade. E que fossem aprovados por Ele.

 

Este ponto é desdobrado em dois:

1) Que amassem a misericórdia - relacionamento com pessoas.

Ou seja, que fossem misericordiosos com as pessoas.

Isso inclúi consideração, paciência, altruismo, amor.

 

2) Que andassem humildemente com Deus - relacionamento com Deus  

Grande tropeço para a raça humana: orgulho.

Os judeus não eram exceção.

Que fosse se rebaixassem diante de Deus, se humilhassem e O exaltassem ao máximo.

 

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O fato é que quando alguém tem queixa de Deus - sincera ou não - sempre é sem razão.

Deus nunca prejudica ninguém. Sempre age em favor das pessoas.

As pessoas é que não compreendem os padrões de Deus e nem a maneira de Ele agir.

Se alguém tem queixa, queixe-se de si, ou de outros, mas nunca de Deus.

 

E nem adianta incluir na queixa a velha desculpa: “Eu tento agradar a Deus. Mas é muito dificil. Aliás, eu nem sei mesmo como fazer!”

 

Se não sabe como fazer, não é por falta de revelação de Deus.

TUDO o que Deus quis dizer aos homens, Ele já disse, na Bíblia.

Podemos repetir Miqueias literalmente: Ele te declarou, ó homem, o que é bom.

Os homens têm nas mãos o que é bom, o que é ótimo, o que leva à salvação.

Mas, na sua arrogância, não se conformam em buscar a Deus do modo como Deus diz.

Só que eles têm necessidades religiosas e precisam satisfazê-la.

Terminam procurando agradar a quem eles acham que é  Deus.

E geralmente não é o Deus verdadeiro, mas deuses inventados.

E assim, cultos, índios, esquimós, terminam adorando os seus próprios deuses.

E para isso fazem de tudo.

Coisas esquisitas, estranhas, curiosas, grotescas.

Algumas dessas atividades religiosas até que coincidem com o que Deus deseja, mas muitas vezes vêm misturadas com o que Ele abomina.

Ex: dizer que Jesus é o Salvador e ao mesmo tempo ajoelhar-se perante imagem.

 

O fato é que não é nada complicado agradar a Deus: basta fazer o que a Bíblia manda.

O que? A mesma coisa que Miqueias disse (agora incluindo o Evangelho):

 

praticar a justiça

Comportar-se diante dos homens e de Deus de modo a ser considerado justo por Deus.

Mas isso é impossível para o homem pecador.

É onde entra o Evangelho: Cristo morreu pelo pecador para justifica-lo. Rm 5.1

Então, a única forma de alguém agradar a Deus hoje é unindo-se a Cristo pela fé.

 

Dando um passo além: como um convertido viverá na prática, no dia a dia, dentro da sua condição de justificado?

Respondo ainda como Miqueias, apenas invertendo:

 

1.  Andando com humildade diante de Deus.

No relacionamento com Deus, humildade, submissão, adoração - sempre em Cristo.

 

2. Sendo misericordioso com as pessoas.

Nos relacionamentos humanos: amor, misericórdia, compaixão.

Entra aqui o aspecto puramente prático, social, da justiça com a qual foi justificado.

 

Int.: o próprio Jesus praticamente repetiu isso, quando resumiu a lei: Mt 22.36-40.

 

Ser aceito por Deus e tornar-se salvo é bem mais simples do que parece.

Basta tornar-se justo diante dEle, crendo em Cristo e a Ele se submetendo.

E como consequência, procurar amar a Deus de todo o coração e decidir querer o bem dos outros.

 

É lamentável se alguns consideram essa fórmula sem graça. E procuram criar outras, mais estimulantes.

 

Amigo, o que havia para ser revelado, o melhor que Deus tinha para o homem, Ele já fez.

Está tudo na Bíblia. E a salvação já foi providenciada por Cristo. Está tudo feito.

É só fazer o que Deus manda e usufruir!

 

Encerro com duas palavras aos crentes:

1. Falei que os homens têm nas mãos o que é bom, o que é ótimo, o que leva à salvação.

Mas não a levam muito a sério.

Um dos grandes serviços do crente é falar da Bíblia, divulgar, desmistificar, incentivar as pessoas a ler a Palavra de Deus.

 

2. Cuidado se pensar: essa mensagem não é para mim. Já faço tudo isso.

 

Temos a triste tendência de fazer da vida cristã uma série de “faço” e “não faço”.

De fato, é importante o que se faz e o que deixa de fazer.

Mas não é tudo, mesmo quando se está de acordo com os padrões de Deus.

Portanto, não esqueça os 2 pontos essenciais da vida cristã: amar a Deus e aos homens.

Se andarmos por esse caminho, tudo o mais será mera consequência. Bendita consequência!

 

Que Deus nos abençoe. Amém

Mauro Clark, 67 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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