PREGAÇÃO

A suprema importância da obediência

1Sm 15.1-31      64 minutos      28/03/2021         

Mauro Clark


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Comecemos com Ex 17.8-14, em 1460 aC, ocorrido a caminho da Terra Prometida.

Uns quarenta anos depois Moisés lembrou ao povo: Dt 25.17-19

Passa-se 410 anos anos e parece até que Deus havia esquecido.

Mas, o dia chegou:

v.1-2: Cena ocorreu em torno de 1050aC  (Saul reinou em Israel, de 1065 a 1025 aC.)

Os julgamentos de Deus podem parecer demorar, mas um dia chegam... um a um!

 

v.3: Chocante, mas Deus tem seus motivos.

Entre os muitos que poderíamos comentar, basta um: provar o está escrito em Gn 12.3.

Note que a ordem dada foi claríssima!

 

v.4-9: Queneus: povo a quem pertencia Jetro, sogro de Moisés.

Interessante: é a mesma prova de Gn 12.3, só que ao contrário.

Saul entra numa espiral de desobediência e negações, começando ao deixar o rei vivo.

Depois resolveram poupar também os melhores animais.

 

v.10-11: Arrependo-me: Antropomorfismo: triste, decepcionado pela atitude de Saul, que não correspondeu à honra com que lhe tratou.

Dois motivos do arrependimento de Deus, ambos reação a atitudes de Saul:

1. Apostasia – deixar de seguir o Senhor, tomar outro rumo

2. Desobediência de Saul.

Esse sentido de arrependimento de Deus é comum na Bíblia, sempre ligado com alguma mudança de atitude de pessoas, que acarreta uma mudança de linha de ação de Deus.

Mas nunca tem a ver com o sentido de Deus reconhecer um erro (veremos no v.29).

 

v.12-15: Com a consciência pesada, Saul logo diz Executei as palavras do Senhor.

Samuel pressente problemas e desconfia de Saul.

De Amaleque (eles) os trouxeram: joga a culpa no povo.

... para sacrificar ao Senhor: tentando iludir a Deus com agrados.

...o resto, porém (nós) destruímos: como esse ato foi de obediência, ele se inclui.

 

v.16-19: Repreensão de Samuel. Veja a chance que Saul teve de se explicar.

v.20-21: Saul assume que trouxe Agague, mas quanto aos animais, insiste em continuar culpando o povo.

 

v.22: Um dos versículos mais famosos da Bíblia. Samuel chega no âmago do problema.

A obediência está na base de toda a adoração a Deus.

É muito mais importante do que rituais.

Se for para fazer qualquer coisa à custa da obediência, não faça!

Rituais geralmente tem pompa, os sacrifícios requerem muita dramaticidade, tudo muito visível e causa impressão.

Aparentemente, tudo isso torna mais fácil dar a impressão de fidelidade a Deus e passar por cima de alguma ordem dEle.

 

Cuidado com práticas e costumes altamente saudáveis, mas que podem causar a ilusão de serem substitutos à obediência a Deus:

* Cultos, reuniões, programações

* Posição, cargo e serviços na igreja

* Dízimo (perigosíssimo no alívio indevido da consciência)

* Esmolas, caridade

* Serviços a pessoas

* Orações

* Leitura bíblica

Todas são excelentes práticas e costumes e práticas excelente. Mas nunca à parte da obediência a Deus.

- Mas tudo isso já não é demonstração de obediência? Sim e não!

Se forem acompanhadas de sinceridade de coração, sim. Se foram apenas externas ou insinceras, não!

 

v.23: Saul compara os dois pecados de Saul (rebelião e obstinação) com pecados

horríveis, dignos de morte: feitiçaria e idolatria.

Sentença sobre Saul: rejeição.

Deus não o destronou imediatamente, mas tirou o Seu Espírito de sobre Saul.

Saul passou a ficar perturbado, talvez até meio louco.

Morreu uns 20 anos depois, ainda como rei.

 

24. Finalmente Saul confessa. Na base da sua desobediência estava:

* Covardia, pois temeu o povo.

* Falta de fé:

a. Em confiar que Deus o apoiaria e, se quisesse, o defenderia contra o povo.

b. Em não prever ou acreditar que Deus certamente o castigaria.

 

Resultado: Saul temeu o povo, em vez de temer a quem realmente devia: a Deus!

Preferiu desobedecer a Deus do que se desentender com o povo.

Em suma: trocou Deus pelo povo!

O próprio povo sobre o qual reinava, terminou servindo de laço para Saul.

 

Irmãos, cada um tenha cuidado com os próprios laços: egoísmo, cobiça, cônjuge, filhos, profissão, dinheiro. E, claro, o próprio Satanás.

Nunca os tema, ou os considere mais que a Deus.

 

v.25-29: Saul pede perdão e apoio de Samuel, que recusa e repete a sentença.

O manto rasgado serve de símbolo para a rejeição.

... a Glória de Israel não mente, nem se arrepende: arrependimento aqui tem o sentido de concluir que fez algo errado, revelando pecado, defeito ou qualquer tipo de fraqueza.

 

v.30-31: Samuel reconsidera e volta com Saul, para não humilhá-lo tanto.

 

Encerro com uma aplicação para a difícil época atual.

Nessa angústia da pandemia é normal que os crentes se sintam provados, sofridos, ansiosos, com medo, e corram em busca de Deus.

Nesse processo, a tendência pode ser um aumento na prática de leituras bíblicas, orações, ajudas a pessoas -  coisas que, em princípio, agradam a Deus e portanto trazem a sensação de obediência, de fidelidade a Deus.

Mas cuidado! Toda essa prática precisa ser acompanhada de obediência lá dentro do coração, ou seja, de observação aos preceitos mais internos: humildade, reconhecimento de pecados, vontade de ser perdoado, luta contra desejos errados, humildade de alma, busca obsessiva pelo amor a todos, etc.

Que Deus nos abençoe com tantas lições. Amém. 

Mauro Clark, 69 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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