
- Pois eu não gosto mais da vovó Sandra. Só leva a Sabrina para a casa dela e me deixa aqui toda vez.
Quando soube do desabafo, Sandra sorriu, condescendente, até mesmo feliz pelo amor demonstrado pelo netinho de três anos. Ela sabia que a grande injustiça do pequeno Lucas era fruto do seu intenso desejo de ir novamente curtir a casa dos avós, que sempre têm o cuidado de alternar os convites, precisamente para não causar ciúmes!
Ainda bem que a condescendência, a sabedoria e o amor do nosso Pai ultrapassam em muito a nossa. Caso contrário, é difícil imaginar o peso das justas punições que estariam descendo constantemente sobre nós, pelas reclamações infantis, queixas improcedentes, desabafos ingratos e até mesmo murmúrios amargos, que proferimos contra Ele.
Obrigado, Senhor, porque a Tua misericórdia dura para sempre...
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