
Visitei no hospital um irmão em Cristo. Após longo sofrimento, havia se submetido, poucas horas antes, a uma traqueotomia. Estava com um tubo saindo diretamente da garganta, inconsciente, todo ligado a fios, uma situação de deixar qualquer um profundamente penalizado. A esposa é uma das pessoas mais alegres e “para cima” que conheço. Mas naquele dia estava muito triste, alquebrada, quase sem suportar mais a dor de ver o marido sofrendo tanto. Eu e Sandra estávamos de um lado do leito e ela, do outro. De repente a sua expressão mudou, os olhos se arregalaram um pouco e disse, sorrindo e com doçura: “Sabe, pastor, ele foi operado por um irmão em Cristo!”
Uma lógica fria e calculista indagaria em que esse fato aliviava o terrível quadro. Mas quem tem uma fé robusta, como aquela irmã, dispensa esses tipos de questionamentos e consegue enxergar num pequeno detalhe a mão de Deus, ajudando, consolando, acariciando. E não pode deixar de abrir um sorriso. Sorriso sofrido, é verdade, mas que vem lá de dentro da alma.
Sorriso de fé: há quanto tempo você não dá um assim?'
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