
Cedo da manhã, meu filho andava de bicicleta com um amigo, numa grande avenida de Fortaleza. Logo à frente deles pedalava um senhor de uns cinqüenta anos, cabelos grisalhos, sem camisa. Um Gol com dois rapazes passa por eles, reduz a velocidade e emparelha com o senhor à frente. Foi só o tempo do meu filho ver um braço saindo de dentro do carro e empurrar violentamente o velho ciclista. O coitado ainda consome alguns metros bamboleando, procurando desesperadamente pelo equilíbrio que lhe foi roubado. E se estatela no chão. Meu filho e o amigo param, perguntam como ele estava e se precisava de ajuda. Embora com uma feia raladura no ombro e outras escoriações, ele agradeceu e disse que daria para chegar em casa.
E calmamente proferiu a sentença dos dois criminosos:
- Esta conta quem vai cobrar deles é Deus!
Perfeito. É isso mesmo. Deus é o grande e implacável vingador das perversidades (Rm 12.19).
Mas antes de se animar muito, pensando no que você faria com esses dois malvados, se fosse Deus, deixe-me lembrar algo.
Comparada com o tamanho da santidade de Deus, com a infinitude da pureza dEle, a diferença de maldade entre aqueles dois sádicos e você é milimétrica!
Isso choca? Machuca? Ótimo, ótimo e ótimo.
Primeiro, porque lhe ajuda a diminuir o ódio que sente queimar o coração, quando ouve relatos desse tipo.
Segundo, porque aprende mais a amar pessoas ruins.
Terceiro, porque passa a entender melhor o tamanho da misericórdia de Deus por você.
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