
Foi lançado recentemente um livro (Ouvintes Alemães!) do renomado escritor alemão Thomas Mann (1875-1955), reunindo dezenas de discursos radiofônicos que proferiu do seu exílio nos Estados Unidos, contra os nazistas, durante o próprio desenrolar da II Guerra. Em um deles diz que Hitler, com sua reles crueldade... é a mais repugnante figura sobre a qual jamais caiu a luz da história.
Concordei de imediato. Mas bastaram alguns segundos para que eu mudasse de idéia e elegesse, com toda a convicção, um outro homem para o ignóbil título de a figura mais repugnante da história. Ele é Judas Iscariotes.
Hitler mandou matar 6 milhões de judeus e causou a morte de dezenas de milhões de outras pessoas. Stalin e Mao Tse-Tung também foram déspotas sanguinários, que não hesitavam em aniquilar seus próprios compatriotas. Crimes que, de tão hediondos, faltam palavras para qualificar.
Quanto a Judas, esse causou a morte de um homem absolutamente único. Jesus não tinha pecados. É impossível para nós avaliarmos a magnitude das implicações e do significado dessa realidade. Só o fato de Jesus ter sido totalmente puro e santo, o coloca à parte de comparação com qualquer outra pessoa. E mais: além de humano, Cristo era (e é) um ser divino. Ele é o próprio Criador de tudo o que existe. Por mais importância que tenha um ser humano, as vidas 'somadas' de todos os que já passaram por este mundo, não se comparam com o valor da vida de Jesus Cristo. E pensar que foi essa Pessoa que Judas traíu e entregou para ser crucificado!
Para mim, não resta dúvida: Judas é o número 1 na escala da repugnância. Hitler que se conforme com um segundo lugar.
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