PREGAÇÃO

A primeira ressurreição: você estará nela? (Série APOCALIPSE 58 de 75)

Ap 20.4-6      63 minutos      21/07/2019         

Mauro Clark


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Após a espetacular prisão de Satanás, João continua com suas visões.

v.4: Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.

 

Antes de tudo, não esqueçamos algo de extrema importância: pela 1ª. vez desde que Adão e Eva foram tentados, a humanidade está num mundo sem a presença de Satanás.

Não sabemos o efeito disso nas mentes do que irão nascendo no Milênio. Embora cada um nascerá com pecado dentro, a tendência de pecar deverá ser muitíssimo mais leve sem as tentações terríveis e insistentes de Satanás (cujos demônios deverão de alguma maneira estar contidos também).

 

João vê tronos, logo ocupados por aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar Quem eram? Sugestões:

* Crentes da igreja. Eles já haviam ressuscitado desde o arrebatamento.

* Todos os crentes até o início da Tribulação.

Falaremos depois sobre a participação dos crentes no reino de Cristo.

 

Começa o julgamento, em que os julgados, todos mortos, se dividem em 2 grupos:

1º. grupo de julgados:

1. ... almas dos decapitados

Mas por que? Eram assassinos? Perversos e violentos? Estupradores de crianças?

Foram decapitados por duas causas:

a. o testemunho de Jesus: falaram abertamente dEle ou viveram de modo digno dEle.

b. a Palavra de Deus: tudo enfrentarem pregando e vivendo a Palavra de Deus.

 

A absoluta fidelidade deles a Cristo e à Sua Palavra, os levaram a tomar duas atitudes, cada uma equivalendo a uma verdadeira sentença de morte:

I. não adoraram a besta nem tampouco a sua imagem

II. não receberam a marca na fronte e na mão

Que testes, esses crentes passaram!

No primeiro, caso cedessem, além de magoarem a Deus, seria grande a vergonha de adorar publicamente o anticristo e a sua imagem (incluindo se curvar, ajoelhar-se, etc).

Por outro lado, seria grande a tentação de achar que uma “curvadinha” não significaria muita coisa, que o que valia era o coração, etc.

No segundo (na receber a marca), imagine a angústia de saber que uma mera marca seria a diferença entre comprar um pão ou passar fome, viver ou morrer.

 

Duas coisas para você:

* Esses mártires não estão no passado, mas no futuro. Um pode ser você! Está ciente?

* Para ser fiel, não é obrigado ser aprovado apenas em testes dificílimos, de vida ou morte. Todo dia você está sendo testado, provado, sua fé examinada por Deus. Mesmo em coisas pequenas. Como está se saindo?

 

Voltando: E qual o resultado do julgamento? Dois, cada um espetacular!

1. Viveram - ou seja, ressuscitaram! Receberam corpos novos, glorificados!

Chegara a hora de cumprir Ap 6.9-11!

v.5b: Esta é a primeira ressurreição. (Comentarei no v. 6)

2. Reinaram com Cristo durante mil anos. (Comentarei no v. 6)

 

2º. grupo de julgados:

v.5a

Os restantes dos mortos...

Certamente todos os que morreram pela espada de Cristo, durante a guerra do Armagedom, e como punição de rebeldia durante os flagelos da Tribulação.

E provavelmente todos os que morreram sem fé em Deus ao longo da história.

 

Resultado do julgamento:

... não reviveram até que se completassem os mil anos.

A rigor, os juízes resolveram colocar para depois do Milênio o julgamento específico desses, que continuaram mortos e obviamente não participaram da primeira ressurreição.

 

João volta a falar na ressurreição daqueles santos e que reinarão com Cristo 1000 anos.

v.6

Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição...

primeira ressurreição: exclusiva de salvos – todos felizes e santificados pela fé.

Refere-se à ressurreição depois da primeira morte, ou seja, depois da morte física, devidamente seguida pela aprovação de Deus, recebimento de um corpo glorificado e início do gozo da vida eterna.

 

Conforme falei, o foco deste julgamento aqui está nos mártires da Tribulação, que ressuscitaram para usufruir da vida eterna.

Mas além deles, outros crentes já haviam experimentado a primeira ressurreição: os santos da igreja, que foram arrebatados no início da Tribulação e imediatamente passaram a estar com Cristo e depois, como Noiva, se uniram em matrimônio com Ele.

 

Ainda há um terceiro grupo que passará pela maravilha da primeira ressurreição: os santos do Antigo Testamento, que obviamente ressuscitarão, serão aprovados e não enfrentarão a segunda morte. Dn 12.2

Quanto à época da ressurreição deles, a Bíblia não é clara. Há várias sugestões. Duas:

a. Ressuscitaram no céu, no início da Tribulação, na mesma ocasião do arrebatamento da Igreja às nuvens (e depois para o céu).

b. Em algum outro momento antes do início do Milênio.  

Não tenho preferência.

 

Mais três informações fantásticas sobre os crentes da Tribulação (extensivo aos crentes em geral):

1) Sobre esses a segunda morte não tem autoridade...

segunda morte: é o estado eterno no lago de fogo (v.14b). Veremos detalhes lá.

É impossível um crente ir para o inferno!

Só essa verdade deveria ser suficiente para o crente se livrar de boa parte das suas angústias, ansiedades, preocupações nesta vida embaixo do sol.

Ao acordar de um pesadelo onde estava num local terrível pense: “O máximo que eu vou para um lugar horroroso desse é em sonho. Pois, na realidade mesmo, eu nunca irei para o inferno”!

 

2) ... pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo...

sacerdote: na Lei de Moisés, papel de Arão e seus descendentes, com a função de intermediar o contato do povo com Deus, realizando sacrifícios, praticando rituais, etc.

No NT, Pedro diz que todos os crentes são chamados de sacerdotes reais, ou seja, sacerdotes que também são integrantes de um reino, ou que reinarão também. (1Pe 2.9).

O próprio João também falou nisso no início do livro, Ap 1.6.

Os 4 seres viventes e os 24 anciãos disseram isso em seu cântico: Ap 5.10

Todo crente tem a função de intercessor, de interceder diante de Deus por outros.

 

É impressionante que agora, mesmo falando de nós ressuscitados, com corpos glorificados, numa terra profundamente modificada, Cristo reinando pessoalmente, em muita paz e harmonia – mesmo assim, Deus insiste em nos informar que continuaremos sacerdotes Milênio adentro.

Não sei se para interceder pelos vivos no Milênio (que precisarão de salvação) ou se interceder uns pelos outros, mesmo já glorificados.

 

Por que estou enfatizando o sacerdócio, mesmo que tratando de tempos futuros e misteriosos? Para que você saiba a importância de ser sacerdote HOJE!

E não apenas saiba, mas que pese sobre você a responsabilidade de exercer o seu sacerdócio dia a dia.

 

... sacerdotes de Deus e de Cristo:

Dois detalhes importantes:

a. Lado a lado Cristo e o Pai, indicando perfeita equivalência.

b. A ideia do crente ser sacerdote de Cristo é novidade aqui. É agradável a ideia de sermos sacerdotes do grande Sumo Sacerdote, como Ele é chamado várias vezes em Hebreus.

 

3) ... e reinarão com ELE os mil anos.

Interessante: Não é “reinarão com eles”, mas “com ele”, Cristo, no singular.

Claro que o Pai é Rei no sentido de majestade e posse, tanto que foi o Pai quem deu o reino a Cristo.

Mas, de modo literal e pessoal, o Rei na terra, a partir de Israel, será o Senhor Jesus Cristo, Deus e homem.

Pois bem, o crente reinará com Cristo durante o Milênio.

 

Até aqui, o capítulo 20 já falou cinco vezes em “mil anos” e falará ainda uma 6ª. vez:

* Das seis, três se referem à prisão de Satanás, passando mil anos amarrado no abismo lacrado e depois será solto e seduzirá nações (v.2, 3 e 7). Nada falam sobre o decorrer dos mil anos.

* Uma diz que os não crentes não ressuscitaram até que se completassem os mil anos (v.5). Também nada fala sobre o decorrer dos mil anos.

* As outras duas, das seis, revelam uma só informação: que as almas dos decapitados viveram e reinaram com Cristo durante mil anos (v.4 e 6).

Ou seja, essa é a ÚNICA revelação em Apocalipse de algo ocorrendo durante o Milênio.

É hora de dedicarmos toda uma pregação a esse tão esperado reino milenar de Cristo.

É o que faremos na próxima semana.

 

Que Deus nos abençoe. Amém

Mauro Clark, 68 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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