PREGAÇÃO

Jesus, um político?

Mauro Clark

Jo 7.1-10         14/08/2016          59 minutos


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JESUS, UM POLÍTICO?

Jo 7.1-10

 

v.1

Jesus evitando a Judéia, pois era procurado de morte.

Parece que estamos lendo a história de um criminoso, um fugitivo, se esquivando.

O homem mais bondoso e amoroso e misericordioso que o mundo já teve, - perseguido.

Mas assim é o mundo. Um sistema iníquo, feito para abrigar o pecado, e rejeitar o que é santo e puro.

 

Não devemos nos admirar quando nos sentimos desencaixados neste mundo.

 

Quem procurava matá-Lo?

Os judeus: religiosos: fariseus, escribas e sacerdotes.

Como está escrito: Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Jo 1.11

 

Por que procuravam matá-Lo?

* Inveja - Mt 27.18

* Medo de perderem a influência entre o povo, sendo depostos pelos Romanos - Jo 11.48

* Acusação de desodiência à lei e fazer-se igual a Deus - Jo 5.18

* Porque Jesus os acusava - Jo 7.7

 

v.2-5

Chegando a Festa dos Tabernáculos, os irmãos de Jesus insistiam para que Ele fosse logo para Jerusalém e se expusesse ao público.

O v.5 pode dar a entender que, por não crerem em Jesus, os irmãos estavam sendo irônicos, ou ridicularizando-O.

Mas não devia ser isso. Queriam ajudar com uma boa sugestão.

O raciocínio deles era lógico: Se Jesus era um idealista, ou mesmo o Messias, como dizia, viera fazer discípulos, tinha poder para grandes milagres, então o que fazia numa região secundária, longe do alvo das atenções?

Não haveria lugar melhor do que Jerusalém e nem ocasião melhor do que uma grande festa religiosa.

 

Como se um político do interior quisesse ser Governador do Ceará, mas na campanha só ficasse pela cidadezinha dele, nos matos. Todos diriam: Tem que ir a Fortaleza!

 

E por que o evangelista informa, nesse contexto, que os irmãos não criam nEle?

Talvez para mostrar o descompasso entre os irmãos incrédulos e Jesus.

Aqui é a CHAVE da passagem. Não estavam entendendo NADA do ministério do irmão.

Estavam pensando em publicidade, em marketing.

Mesmo com boa vontade,querendo ajudar, não havia nada em comum entre eles e Jesus.

 

Impressionante como pessoas sem a graça da fé não compreendem quem é Jesus.

Gostam dEle, simpatizam, falam bem, mas não entendem a Pessoa e o ministério dEle.

Quando falam de assuntos espirituais, é um disparate. Dizem coisas absurdas.

 

E qual foi a reação de Jesus?

 

v.7-9

O meu tempo ainda não chegou...

O mais provável é que se refira ao próprio tempo de ir à Festa.

Pode também ter o sentido de se expor de maneira mais plena como Rei dos judeus, como fez 6 meses mais tarde quando entrou em Jerusalém montado num jumentinho.

Ou de modo mais profundo ainda, dizendo que o reino de Deus ainda iria demorar para se estabelecer plenamente aqui na terra.

Como bem compreendeu o ladrão na cruz, depois de convertido: “Lembra-te de mim quando vieres no teu reino”.

Ele sabia que Jesus voltaria para reinar. A primeira vinda não tinha sido para isso.

 

... mas o vosso sempre está presente

Contraste: "MEU tempo" e "VOSSO tempo".

Eles eram do mundo, mesmo. Não criam no irmão como Deus que era e nem estavam interessados em fazer as coisas no tempo que Deus quisesse.

As coisas que quisessem da vida, a hora de conseguir era aquela.

 

E assim é a vida dos que não temem a Deus.

Estão sempre ocupados demais para pensarem nas coisas eternas.

Sempre olham para as coisas do presente, aqui e agora. Não investem no futuro da alma.

Em 1Co 15.32 Paulo disse que, se não há ressurreição dos mortos, então “comamos e bebamos, que amanhã morreremos”.

Pois é assim que fazem essas pessoas.

Vivem aproveitando o máximo daqui, desprezando tudo o que a Bíblia diz sobre as coisas futuras, inclusive, é claro, ressurreição.

 

Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más.

Continuando, Jesus explica que qualquer plano dEle puramente terreno, não teria resultado. Por um motivo muito simples: o mundo o odiava.

Ele não tinha nada a fazer aqui, de grandes proporções. Não teria apoio nenhum. Ao contrário, teria reação.

 

Por que tanto ódio? Por que Jesus denunciava as más obras do mundo, o pecado.

Qem gosta de ser denunciado no que gosta? Quem gosta de estraga-prazer?

Jesus era um grande estraga-prazer para os que insistiam em viver longe de Deus, na imoralidade, na desonestidade, nas coisas pecaminosas.

Agora, quanto aos irmãos dEle, não havia problema entre eles e o mundo. Faziam parte integrante dele. Sempre seriam aceitos.

 

Interessante é que essa situação continua basicamente a mesma.

O mundo continua odiando a Cristo, só que agora agravés da igreja, corpo dEle, formado pelos crentes.

Igrejas fiéis denunciam o pecado, doa a quem doer.

Agora, não pensem elas que serão populares. Nunca!

 

Veja que interessante: muitos acham que gigantescos movimentos cristãos de hoje são prova de que estão certos, abençoados por Deus.

Mas isso não é prova. Pode ser o contrário. Parece que o mundo não os odeia e convive tranquilamente com eles!

Talvez não tenham a principal característica de Cristo: ser odiado pelo mundo.

E por que não? Porque não denunciam os pecados deles, como Cristo fazia e os fiéis fazem.

Nesses movimentos, dificilmente se fala em pecado, perdição, inferno. Só se fala em amor, alegria. Algumas chegam a parecer um circo religioso.

Quanto a nós, continuemos seguindo os passos de Cristo, procurando ser o mais identificados possível com Ele.

 

subi vós à festa; eu, (por enquanto), não subo...

Jesus mandou os irmãos irem na frente. E não foi.

Apenas quando se sentiu orientado pelo Espírito Santo.

 

... porque o meu tempo ainda não está cumprido

“Não é conveniente que eu vá. Preciso ter cuidado. Haverá o momento certo”.

 

v.10

Logo depois que os irmãos foram, Ele também seguiu.

Por que não foi logo com eles? Birra? Orgulho? Nada disso.

Primeiro, pque Ele queria ir em oculto, para não causar tumulto.

Mas também para deixar claro que a natureza da estadia dEle lá era completamente diferente do que os  irmãos pensavam.

Ele não ia para lá se exibir. Mas para pregar a Palavra e se apresentar como o Messias.

 

Termino lembrando que precisamos ver com nitidez qual a natureza das nossas obrigações como servos de Cristo.

E cuidarmos para nos manter fiéias a esses pontos.

Não vamos fazer isso ou aquilo porque pessoas nos sugeriram, ou porque é simpático, ou porque fica mal se não fizermos.

Faremos o que temos de fazer, pedindo a Deus que nos dê sabedoria para identificar a hora certa, e a maneira certa.

 

E você, amigo, não nos queira mal porque denunciamos o seu pecado. É um BEM que lhe fazemos.

Cristo também denunciava pecados.

Não O rejeite por isso, como muitos infelizmente fizeram e ainda fazem.

Sabe de uma coisa? Ao mesmo tempo em que Ele denuncia os seus pecados, Ele se propõe a perdoá-los. Aliás, Ele morreu exatamente para isso. Não é fantástico?

 

Que Deus nos abençoe. Amém

Mauro Clark, 68 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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