PREGAÇÃO

Pecado: como reagir

      62 minutos      30/08/2020         

Mauro Clark


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Na mensagem passada (Pecado: como não reagir), vimos que o fato de todos sermos pecadores não nos deve levar a um determinismo irresponsável, tipo: “Já que não é possível evitar o pecado, vou deixar rolar”.

O crente deve lutar com todas as forças contra o pecado.

Uma questão séria da vida do crente é exatamente esta: mesmo depois de lutar, se ele for vencido e terminar pecando, qual a maneira certa de reagir?

Na mensagem passada vimos como não reagir ao pecado:

a) Dificuldade de reconhecer o pecado

b) Tentar esconder o pecado (de Deus e dos homens)

c) Acrescentar pecado sobre pecado

d) Não temer a Deus pelo pecado. 

Hoje veremos COMO REAGIR.

1) Reconhecendo o mal praticado

Quando o filho pródigo reconheceu que errou, começou a acertar o rumo: Lc 15.16-20

Pecados do tipo roubar, mentir, fornicar, etc. deveriam ser facilmente reconhecidos.

Mas às vezes o crente está tão endurecido, que demora ou mesmo se recusa a reconhecer pecados assim. E inventa desculpas:

* Não roubei, tirei porque estava precisando.

* Tudo bem, eu não disse a verdade, mas foi melhor para o outro.

* Aquilo com a namorada não foi imoralidade, foi carinho. 

E se às vezes somos lerdos em reconhecer pecados externos, que envolvem ação, quanto mais será difícil reconhecer pecados sutís, realmente difíceis de perceber:

* Predisposição contra alguém por problema antigo

* Afastamento progressivo de Deus

* Inveja disfarçada etc.

Como perito que examina o local do crime, para perceber a mínima pista - um fio de cabelo, uma gota no chão – o crente tem de ser perito em identificar pecado cometido.

Para isso, antes de tudo, precisa conhecer bem as Escrituras, pois é lá onde estão os padrões de Deus. E pecar é exatamente contrariar esses padrões. 

Certamente é preciso, na base, vontade real de querer descobrir.

Jó pediu a Deus que o ajudasse a descobrir seus pecados: Jó 13.23.

Uma vez a consciência acusando, a primeira atitude é reconhecer “Pequei”.

Davi agiu exatamente assim, quando acusado por Natã: 2Sm 12.13 

2) Ódio ao pecado.

Interessante como pregações, livros, etc, enfatizam muito a necessidade de cultivarmos amor no coração, mas falam muito pouco de uma certa necessidade de termos ódio.

Pois é, ódio… ao pecado: Sl 97.10; Am 5.15; Rm 12.9

A cena de alguém com ódio de outro, ou de alguma coisa, mostra essa pessoa batendo, esmurrando, querendo destruir. Pois é assim que devemos agir com o pecado. 

Você tem tido esse sentimento? Ou considera pecado como coisa meio inofensiva?

Ou chega ao cúmulo de tratar certos pecados quase como de bichinho de estimação?

Irmãos, cristianismo não é apenas vir aos cultos, dar dízimo, ir para mocidade.

Odiar o pecado é atitude crucial para vida cristão saudável: Sl 119.163

Falei que uma das maneiras de não reagir ao pecado era falta de temor a Deus.

Pois um dos fatores que desperta ódio ao pecado é exatamente o temor a Deus.

Quem teme a Deus, sabe o risco que está correndo de ser duramente disciplinado, fica preocupado, sofre em imaginar o que virá.

Ora, quem causa toda essa tensão? O pecado.

O pecado passa a ser visto como inimigo, que pode trazer grandes prejuizos.

Quanto mais alguém teme a Deus, mais odeia o próprio pecado. 

Reconhecendo que pecou e fervendo de ódio contra o pecado, o próximo passo é:

3) Arrependimento

João Batista e Jesus começavam a pregar com a mesma frase:

Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus: Mt 3.2; Mt 4.17.

Depois deles, Pedro seguiu na mesma linha: At 2.38; 3.19

Mesmo que nessas passagens o alvo era o arrependimento para efeito de salvação, o fato é que cada pecado, de crente ou não, precisa ser seguido de arrependimento. 

Das cartas para as sete igrejas, em cinco Jesus  mandou as igrejas arrependerem-se: Éfeso (Ap 2.5); Pérgamo (2.16); Tiatira (2.21); Sardes (3.3); Laodicéia (3.19).

Arrependimento: No grego metanoeometa (depois) + noeo (pensar): pensar depois, ter outro pensamento. Mudar de rumo.

O verdadeiro arrependimento inclui tristeza, contrição, abatimento: Sl 38.18; Jr 3.21

O crente fica tão triste com o que fez, que deseja de todo o coração não fazer mais.

O coração sem arrependimento, DURO, é típico de pecador perdido: Rm 2.5 

4) Confissão

Passagem clássica sobre confissão de pecado do crente: Sl 31.3-5

Filho prodigo: após reconhecimento íntimo, confissão: Lc 15.20-21

Essa confissão, claro, é primeiramente a Deus: 1 Jo 1.9

A confissão é condição para Deus nos perdoar os pecados (não mais para salvação).

Além da confissão a Deus, poderá ser o caso de termos de confessar a quem ofendemos, como fez o filho pródigo.

Essa confissão de pecados a pessoas faz parte da vida cristã: Tg 5.16

Excelente princípio de vida: Pv 28.13 

Até aqui, as reações saudáveis ao pecado é: reconhece, odeia, arrepende-se e confessa. Então, depois de confessar, nada mais resta a fazer. Certo? Não, falta algo: 

5) Tomar providências para NÃO RECAIR

Jesus: duas vezes Não peques maisJo 5.14; 8.11; 1Pe 4.1-3

Cheira a hipocrisia dizer-se arrependido e continuar agindo do mesmo jeito. 

Providências práticas para não recair:

* Ser radical para manter a decisão de não recair: Mt 5.29-30

* Praticar o bem: Sl 34.14a
 Segredo valioso: quem enche a sua vida de bem, não deixa espaço para o mal.

* Orar pedindo ajuda: Sl 19.13; Mt 6.13 

Passagem clássica que resume todos esses pontos: Sl 32.1-5 

Que Deus lhe ajude a, quando pecar, pelo menos reagir corretamente. Amém



Mauro Clark, 69 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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