PREGAÇÃO

Ajuda-me! 2ª. parte

Lc 17.11-19 Mt 20.29-34 Lc 23.39-43       62 minutos      18/10/2020         

Mauro Clark


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Semana passada tratamos de como pedir em oração, focalizando na atitude de quem pede e na sensibilidade de Deus com essa atitude.

Vimos três exemplos de como pedir, com as respectivas lições.

1º: * Diga diretamente para Deus a sua situação, sem arrodeio.

* Insista, mesmo que pareça que Deus não vai responder.

* Nunca pense que Deus ainda não atendeu por desinteresse

2º: * Reconheça que tem fé, sempre repita, confirme, reconfirme, agradecido.

* Reconheça que a sua fé é bem pequena.

3º: Nunca peça com espírito de exigência, mas humilde, reconhecendo-se imerecedor. 

Hoje veremos mais três exemplos, sendo que um focalizando na atitude pós pedido.

E os últimos dois aplicaremos para pedido de salvação.

 

4) Lc 17.11-19 Os dez leprosos

Dividindo esta cena em duas etapas veremos algo interessante.

1ª. etapa: v.12-13: o pedido em si: de acordo com o que já vimos, humildes, tudo correto.

2ª. etapa: v.14-16: com a oração atendida, atitude de ingratidão de 9 (mesmo silenciosa).

Chama atenção aqui o contraste entre o pedido emocionado e humilde “Jesus, mestre e o não retorno para agradecer.

v.17-19: Jesus sentiu e acusou o golpe. 

É difícil cada um de nós escapar de cometer algum tipo de ingratidão, especialmente com Deus, que nos dá tantas coisas.

É importante estarmos super atentos para agradecer a Deus quando nos responder.

Já experimentou se lembrar de uma dor tão forte que você pensou que ir morrer?

A lembrança não reproduz nem uma fração da realidade. Como se a dor tivesse sido em cores e a lembrança num preto e branco embotado.

Esse fato termina nos traindo: não damos muita atenção ao sofrimento que tínhamos antes de Deus nos livrar.

Resultado: não praticamos a gratidão com a intensidade que Ele gostaria.

É difícil falar em nome de Deus, mas é muito provável que seja diferente o prazer que Ele sente entre ajudar um grato e um ingrato. 

Ex.: Li sobre mulher curada de uma doença antiga, que ofertava anualmente o equivalente ao que costumava gastar.

Sejamos agradecidos: Cl 3.15

 

Nos dois últimos exemplos sobre pedidos de ajuda me dirigirei aos ainda não salvos e aplicarei ao pedido para salvação. 

5) Mt 20.29-34 – Jesus cura os 2 cegos em Jericó

É chocante o contraste entre, por um lado, a humildade e o desespero com que os dois pediam e, por outro, o descaso cruel da multidão.

Mas eles reagiram gritando ainda mais.

Resultado: Jesus parou, conversou, condoeu-se e atendeu!

Valeu a pena não terem dado ouvidos a quem quis atrapalhar o encontro com Jesus. 

Se e quando você for pedir a Jesus que lhe socorra e lhe salve, certamente vão aparecer muitos obstáculos.

Parentes, amigos, conhecidos, vão querer lhe afastar de Jesus ou, no mínimos, serão indiferentes e não moverão uma palha.

Não se iluda amigo, assim são os homens: sem Deus, egoístas, sem amor, cada um olha apenas para si.

Isso, além do próprio diabo e seus demônios, grandes inimigos de Deus e dos homens.

Ou você cuida de buscar a Deus para a sua própria salvação, ou ninguém vai, pelo menos os que estão ao seu redor e sem Cristo.

Certo que os crentes tentarão, mas tudo o que podem fazer é apontar o caminho.

Mas eles mesmos são fracos, podem cansar, esquecer etc.

Repetindo: você cuide de buscar a Deus para a sua própria salvação,

E, no processo, não permita que lhe atrapalhem!

Grite cada vez mais: “Jesus, tem misericórdia de mim”!

 

6)  Lc 23.39-43 – Jesus e o ladrão na cruz

Pensando bem, o homem foi muito ousado no pedido. Morrendo para pagar perante a lei pelos seus crimes, teve a coragem, a ousadia de pedir que Jesus se lembrasse dele.

Aqui há um segredo: a ousadia estava muito bem acompanhada de três fatores:

1. Fé robusta, sobrenatural mesmo:

* Creu que Jesus era o Rei prometido a Israel

* Creu que Jesus era isento de qualquer culpa

* Creu que Jesus voltaria para reinar

* Não se deixou impressionar pelo fato de Jesus ser companheiro de condenação, estando morrendo como criminoso (embora não fosse). O “natural” (sem a fé sobrenatural) seria considerá-Lo como igual, exatamente como o outro criminoso.

* Compreendeu que o fato de não ter obras para mostrar, não iria impedi-lo de ser salvo. A confiança que estava mostrando em Jesus, seria suficiente para passar por cima disso. 

2. Mostrou arrependimento sincero.

Se ele era cheio de pecados e queria ser lembrado para participar do reino de Cristo, que era puro, santo, obviamente o homem tinha planos de mudar totalmente de atitude. Isso é arrependimento! 

3. Bela humildade, reconhecendo que estaria liquidado sem Cristo. 

O fato é que o pedido extremamente ousado daquele homem arrependido, foi ouvido!

 

Amigo, não importa que tipo de vida você tem levado até aqui.

Creia em Cristo, arrependa-se e peça salvação.

Hoje, agora, e Ele lhe dará imediatamente.

Mas como posso desenvolver essa fé sobrenatural? Não pode! Nunca!

Só recebendo pronta, de graça. E então, o que fazer? Peça a Deus, com humildade!

Uma vez recebendo essa fé, seja ousado ao exercê-la. Peça... e você será salvo! 

Que Deus nos abençoe! Amém

Mauro Clark, 68 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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