PREGAÇÃO

O amor de Cristo

Jo 15.12-17      54 minutos      16/06/2013         

Mauro Clark


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Na 3a. mensagem sobre Jo 15, falamos sobre 1a. parte do v.12, em que Cristo nos manda amar uns aos outros.

Resumo do que disse naquela pregação:

* Nossa permanência em Cristo não inclui apenas o relacionamento pessoal Cristo-eu e eu-Cristo.

O principal mandamento dEle (além de amar a Deus) é amem-se uns aos outros

* Amor ao próximo é FATOR FUNDAMENTAL para você usufruir do amor de Cristo, permanecer nEle e ser cada vez mais limpo pelo Pai para dar mais e mais frutos. 

* Em 1João, o apóstolo deixa claro que amor aos outros é a marca registrada do crente. 

* Um dos frutos do Espírito é o amor (capacidade de REPASSAR o amor que Cristo injeta em nós). 

Comentei que o v.12 era transição do assunto da permanência em Cristo para vários aspectos do relacionamento pessoal entre Ele os discípulos.

E fiquei de falar mais sobre o v.12.

O FINAL no v.12 é muito significativo:


... mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, ASSIM COMO EU VOS AMEI 

A palavra AMOR tem muitos sentidos e isso ATRAPALHA na compreensão exata do amor de Jesus para poder imitá-Lo.

* Quando o namorado diz olhando para os olhos da garota, quase hipnotizado e diz “Eu te amo”, quer dizer “Eu estou apaixonado. Isso não caracteriza o amor de Cristo.

* Alguém chega na fazenda, respira o cheiro de mato e diz: “Eu amo este lugar” = “eu me sinto bem aqui, acho agradável estar aqui.” Nada a ver com o amor de Cristo.

* O advogado diz “Eu amo o Direito” = “Eu admiro a ciência do Direito”. Nada de amor de Cristo.

* Até sinônimo de ato sexual a palavra amor pode se tornar. 

Quanto ao amor de Cristo que devemos imitar, comentei em pregação passada que não é um amor solto, sem referencial, a critério de cada um.

É um amor perfeitamente CARACTERIZADO e EXPOSTO na cruz. 

Eu bem poderia desenvolver longamente o tema COMO É O AMOR DE CRISTO, para podermos IMITAR.

Meu livro Você Ama de Verdade? é fruto de umas 20 pregações sobre o amor cristão. 

Mas hoje comentarei apenas 4 características do amor de Cristo, alguns tirando do próprio texto e outros de outras partes do NT. 

O amor de Cristo…

1. É um amor que toma a iniciativa

1Jo 4:19: Nós amamos porque ele nos amou primeiro. (Ele: a rigor refere-se a Deus, mas podemos aplicar a Cristo).

2. É um amor que tem origem no processo de ELEIÇÃO
v.16: não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi …
Quando dizemos que amor cristão é DECISÃO, não é porque achamos bonito ou porque causa impacto. Mas porque está na Bíblia!

Essa passagem é excelente para vermos PRECISAMENTE essa verdade.
No v. 16 Jesus praticamente EXPLICA a natureza do amor dEle a nós: um amor que nasceu como parte de um processo de DECIDIR NOS ESCOLHER para Ele, de nos tirar da perdição e nos dar a vida eterna.

Esta é uma verdade que não viria do nosso raciocínio, nossa lógica, deducação, mas exclusivamente por revelação direta de Deus nas Escrituras.

3. É um amor que tem como alvo pecadores, inimigos e agressores de Deus

Rm 5.8
Até que é fácil e gostoso amar pessoas que nos agradam, que também nos amam.

Mas veja como você era com relação a Cristo ANTES DE ELE LHE ESCOLHER: Ef 2.3
Ai de nós se Cristo houvesse procurado em nós algo agradável antes de nos amar.

4. É um amor que dá a própria vida pela pessoa amada

v.13
Certa vez alguém me disse que não havia registro de Jesus dizendo diretamente a alguém que o amava. Pena que não me lembrei dessa passagem para rebater.
Em 12b-13 Ele diz claramente: … assim como eu vos amei (grego: vos tenho amado: inclui tempo presente).
E no v.13 Ele vai mais longe ao falar da QUALIDADE e do TAMANHO do amor dEle: amor sacrificial que O levaria à morte.

Na prática, aplique para você cada uma dessas características do amor de Cristo:

 

1. Tome a iniciativa de amar.

Percebe-se logo que alguém ama pouco quando diz: “Posso até fazer as pazes, mas ele se quiser que me procure. A distância é a mesma.”

2. Não espere que essa iniciativa venha como resultado de um SENTIMENTO, ou uma IMPRESSÃO, ou uma EMOÇÃO, mas unicamente baseada numa DECISÃO. 

3. Não decida amar apenas a quem já é agradável a você ou a quem você simpatiza.

Faça uma experiência: pense em alguém (crente ou não) com quem você não tem se dado bem ou até antipatiza e RESOLVA no coração: Vou amar o fulano”.

Peça ajuda a Deus e comece a praticar esse amor: se aproxime, converse, mostre interesse, ore por ele.

Será experiência agradável descobrir bem disposto a ajudá-lo no dia em que ele precisou.

E espetacular mesmo será perceber que sentiu GRANDE PRAZER em ajudá-lo!

Você vai querer repetir indefinidamente com outras pessoas!

Pois esse é um amor que imita Cristo. 

4. Esteja pronto para se SACRIFICAR pela pessoa a quem decidiu amar.

Talvez aqui esteja a PRINCIPAL característica do amor de Cristo. 

Voltando:

No v.13, ao dizer que o Seu amor o levaria a dar a própria vida pelos Seus AMIGOS, Cristo deve ter causado grande admiração nos discípulos.

Até ali Ele nunca os havia chamado de amigos (exceção: Jo 11.11, quando chamou Lázaro de “nosso amigo”).

Algumas vezes Ele havia deixado claro a posição deles de servos. Mas “meus amigos” era a primeira vez. 

Então Ele passa a explicar duas coisas (vou inverter a ordem):

1) A diferença entre servo e amigo

v.15

O servo não recebe explicações. É uma relação fria, por força de hierarquia.

O amigo entra na intimidade, ouve planos, desejos, conhece muito do coração do outro.

Pois Cristo agiu exatamente assim conosco.

Quantos exemplos poderíamos citar de Cristo nos fazendo revelações pessoais, abrindo a própria intimidade, anseios, desejos, tristezas, alegrias. 

E não apenas isso: passou para nós o que ouviu do próprio Pai.

Não deixou de transmitir NADA (pelo menos até o ponto onde poderíamos compreender). Disse-nos TUDO!

Que privilégio podermos dizer que somos amigos de Cristo!

Só esse fato deveria ENRIQUECER muito a nossa vida espiritual.

Poderíamos tirar MAIS PROVEITO disso, aprofundando essa AMIZADE, abrindo-nos com Ele, deixando-O falar ao nosso interior através do Espírito Santo, deixando-O NOS INFLUENCIAR como um amigo íntimo faz com o outro. 

Importante: o fato de podermos gozar da AMIZADE de Cristo, não signifa que DEIXAMOS de ser servos dEle. Sempre seremos servos. A hierarquia sempre irá existir.

 

2) O que os caracterizava como amigos - v. 14

Ser amigo de Cristo é ser obediente a Ele.

À primeira vista pode parecer estranho condicionar amizade com obediência.

Mas a estranheza desaparece quando pensamos no aspecto da FIDELIDADE.

Não há amizade sem fidelidade mútua. Só que ser fiel a um superior inclui obediência!

E como Ele é nosso soberano Senhor, mostramos fidelidade sendo obedientes. 

Mas eu falei que um amigo é fiel ao outro. Seria o caso de perguntar: E ELE, NA QUALIDADE DE NOSSO AMIGO, É FIEL A NÓS?

Claro que é! Aliás, só é! Quantas promessas maravilhosas Ele fez e irá cumprir TODAS.

E tudo para o nosso bem!

Cristo é um amigo fidelíssimo!

Mas é óbvio que a MANEIRA de mostrar essa fidelidade não é nos obedecendo!

Nessa amizade, a necessidade da obediência é exclusivamente nossa. 

Voltando: na próxima etapa da conversa, Ele fala sobre o relacionamento do mundo com Ele mesmo e com os Seus discípulos (v.18 em diante). 

E encerra a parte do relacionamento dEle conosco repetindo ENFATICAMENTE a ordem:

v.17: Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.

Imagine que alguém lhe perguntasse: Por que você procura amar as pessoas?

Você poderia ter várias respostas, a começar pela obediência a Cristo.

Pois aqui está mais um motivo que talvez nunca tenha pensado: “Eu quero amar porque de alguma maneira isso intensifica a minha amizade pessoal com o senhor Jesus Cristo”

Irmãos, que Deus nos ajude a sermos amigos cada vez mais fiéis do nosso Salvador!

E você, sem Cristo, não sabe o que é amizade, até ter Cristo como Amigo.

Que Deus nos abençoe. Amém

Mauro Clark, 69 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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