PREGAÇÃO

Errou? Que seja julgado! Julgamento Permitido - 2/4

Mauro Clark

         19/11/2017          56 minutos


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Errou? Que seja julgado (Julgamento permitido - 2/4)

 

Estou pregando sobre 4 tipos de JULGAMENTOS PERMITIDOS pela Bíblia.

1. Julgar pela RETA JUSTIÇA.

2. Permitido julgar pessoas por ações erradas.

3. Permitido julgar costumes e procedimentos para aprovação ou não na igreja.

4. Permitido julgar brigas entre irmãos

 

Hoje veremos o 2o.:

2. Permitido julgar pessoas por ações erradas.

Esse tipo de julgamento não entra no mérito das intenções, mas de fatos concretos.

Jesus e os apóstolos não hesitavam em julgar pessoas que agiam de maneira errada, inclusiva citando nomes algumas vezes:

Jesus:

* Lc 7.40,44-47

* Fariseus em geral: Mt 23.13-36: refere-se a procedimentos: atrapalhavam a salvação de pessoas, juravam errado, negligenciavam os preceitos mais importantes da lei, por fora eram uma coisa mas por dentro eram outra, perseguiam os fiéis a Deus.

 

Paulo:

* 2Tm 4.10 – Demas... amou o presente século… me abandonou: fatos reais.

* 2Tm 4.14-15Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males - fatos reais

 

Pedro: 2Pe 2.12-19: embora não cite nomes, fala de procedimentos.

João: 3Jo 9-10 – Diótrefes... gosta de exercer a primazia… não nos dá acolhida…

... obras que pratica - sempre tratando de fatos.

 

Tomando esses casos como modelo, qualquer um tem apoio bíblico para chegar diante de alguém que fez algo errado (pecou) e dizer diretamente: “Você está errado”.

 

“E se o irmão vier lhe dar lição de moral, citando Jesus na questão da trave no olho, dizendo que você também é pecador, etc?”

Não aceite. Reconheça que é pecador, mas que não é isso que caracteriza uma trave no olho, que você está vendo claramente o erro do outro, que você quer ajuda-lo, que no dia em que ele vir um cisco ou uma trave no seu olho você estará pronto para ouvir. etc.

 

Pergunta:

É obrigatório sempre confrontar qualquer um que tenha cometido ou esteja na prática de qualquer tipo de pecado? Se é pecado contra você, sim, precisa confrontar.

Não sendo, a Bíblia não obriga. Cada um decida caso a caso, não há regra.

Importante é ter propósito bem definido, visando edificação. Não adianta falar por falar.

 

“E se você resolveu não falar com o irmão faltoso, isso o impede de dizer que ele errou?” Não. O erro dele não desapareceu ou ficou menor porque você não o confrontou.

 

Ex.: Alguém se comportou-se mal num jogo. Todos os presentes notaram. Se alguém vier lhe perguntar o que você achou, você deve ser franco: “Acho que ele errou”.

 

Prosseguindo:

Além de exemplos de pessoas avaliando e condenando pessoas, a Bíblia estabelece procedimentos para a igreja (agora em termos coletivos) julgar e condenar:

* 1Tm 5.20: Embora a exortação seja para uma pessoa, Timóteo, ao exigir repreensão pública, Paulo incluiu a igreja.

Detalhe: Quem deveria ser repreendido publicamente? Qualquer pecador?

Não. Pecadores, todos somos. O alvo aqui são os que viviam na prática do pecado.

 

Note que a repressão pública é uma forma de pena, após a pessoa ser julgada.

 

A pena pode ser maior do que apenas condenação verbal.

2Ts 3.14-15

notar: gr. σεμειοω semeioo: marcar, anotar, distinguir pela marca

Não sabemos exatamente como seria esse “notai”, essa marca, mas certamente algo mais que apenas uma repreensão pública.

Talvez a leitura do nome em público, ou algum tipo de advertência formal.

Seja como for, o caso deveria ser exposto publicamente, com objetivo de envergonhar para arrependimento.

 

Finalmente, a pena máxima pode ser a exclusão da igreja.

Duas passagens:

1. Mt 18.15-18

O membro é parte integrante da igreja, faz parte do corpo.

Suas atitudes e procedimentos precisam ser tais que dignifiquem o nome da igreja (e o de Cristo, que é o cabeça da igreja).

Quando ocorre o contrário, o membro é interpelado pela liderança, visando resolver.

Se for o caso, assunto chegará até uma sessão da igreja, onde pessoa será julgada.

 

2. 1Co 5.1-5, 12-13

Três observações:

a) Paulo julgou a ação do homem e decretou o que deveria ser feito: expulso e entregue a Satanás (não através de alguma cerimônia, mas o simples ato de expulsá-lo e isolá-lo da comunhão o exporia à ação de Satanás – tentações, quedas, sofrimento, doença).

 

b) v.12 é importante pois estabelece um princípio: a igreja tem direito (e dever) de julgar os de dentro (membros).

 

c) v.7,13: Paulo ordena fortemente à igreja que expulse o homem.

 

Encero lembrando que, embora autorizados a julgar ações de outros, NÃO somos autorizados a...

... julgar com sensação de superioridade

... julgar o que parece ter sido um procedimento errado mas não foi

... julgar a intenção do outro

... julgar o que parece ser biblicamente errado e não é

 

Sempre esteja atento para a sinceridade dos seus propósitos ao julgar, se há vontade de ajudar e não de humilhar ou esmagar.

Seja humilde ao julgar, lembrando que você também é falho e sujeito a julgamento.

 

Não fujamos da responsabilidade de julgar pessoas, mas pedindo sabedoria para fazer isso nos momentos certos, pelos motivos certos e com métodos certos.

E seja humilde ao ser julgado por algum erro.

 

Que Deus nos ajude. Amém

Mauro Clark, 68 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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